domingo, 29 de dezembro de 2019
Tananan, surpreendente assim foste tu 2019
Estive a reler o que escrevi há um ano em 2018: "Sem planos para te receber querido ano, conto com as tuas surpresas" e assim foste tu 2019, surpreendente e acredito que o serás até ao fim, cumprindo a missão que te confiei.
Eu sei que me pus a jeito, que fiz acontecer, saí muito da minha zona de conforto, em cada cucu teu descobri uma lição, um crescimento e um novo olhar que não conhecia.
Balançar cada surpresa de cada mês sairá parco nas palavras e rico em cada vivência.
JANEIRO cumpri a minha primeira resolução de ano novo e venci um medo antigo. Festejei 11 anos do meu amor primeiro, minha Pilar que é a adolescente que me comove pela sua riqueza, perspicácia e inteligência. Escrevi no blogue um texto bonito "É a vida Manel".
FEVEREIRO, mês aniversário. Tive todos. Todos aprendemos com as lágrimas que adobaram esta terra fértil. Mascarei-me de Wally. À minha vida chegaram os manos. O P. para sempre, o amor não correspondido no qual aprendi tanto sobre mim. Sozinha no Noah despedi-me dos 33 em bom.
MARÇO, o mês em que soube que ia ser tia. A minha Cátia capaz iria me dar o sobrinho mais lindo que os meus olhos veem crescer. A prova que todos os impossíveis são possíveis. Vi com a minha Mafalda o concerto da carolina Deslandes numa correria cheia de gargalhadas. Conheci o Fred Canto e Castro, numa saída da zona de conforto fui a um breakfast with Fred onde conheci o Airton querido, um dos corações mais bonitos que existe na terra. A minha Sara provou-nos que é capaz de nos surpreender e ofereceu-nos uma maravilhosa prova de vinhos antes da Catarina dar o ar da sua graça.
ABRIL fim de semana Senas Saudáveis com a minha Joana e a Cláudia. Deixamos tudo em campo, transpirámos muito, descansámos e comemos maravilhosamente bem. Quase que repeti não fosse a vida ter-me surpreendido. Lançamento do livro Recomeça da minha bonita Sofia Castro Fernandes com direito a pequenalmoçar com ela e com o Fred. (Incrível que foi, "a fé é uma escolha"). Fui com o meu pai ao lançamento do livro do maravilhoso Nuno Santos. Que história de vida, que força da natureza e que sorriso sereno que tem. Guardo no lugar de amor essa tarde passada com o meu querido pai que me acompanhou e que vivemos esta história tão bonita. Abril festas mil da minha mana-mãe Rita Vacas. Saí da zona de conforto e consegui pela primeira vez pôr-me em cima de uma prancha. (Obrigada Ste e Telmo por de uma forma tão amiga e divertida me terem distraído os medos de achar que não cabia no fato nem na prancha, Kalu és top!) Ainda conheci o Guilherme que peregrinava pelo mundo que permitiu encontrar Jesus no caminho. Que experiência de amor me foi permitida viver.
(Passaram apenas 4 meses e observo os eventos e pessoas incríveis que respectivamente vivi e me relacionei, wow!)
MAIO mês mãe e mês mana. Organizei uma festa de 60 anos surpresa à minha mãe. Permitiu-me soar do bigode e acreditar que impossíveis também são possíveis de se fazer acontecer. Voltei a montar a cavalo, fazendo dupla com a Channel. Meditei com a minha bonita Juliana.
JUNHO celebrei a criança que há em mim numa manhã de praia e num concerto fabuloso do inspirador Ed Sheeran. Viajei sozinha indo ao encontro de um grupo de desconhecidos só para poder assistir a uma conferência do Tonny Robbins. Transformador! Festejei a vida da grilinha da minha vida. Fui ao norte recuperar o norte e recuperei-o com um grupo de compinchas que se moveram por mim. Celebrei a vida da minha filha maior, do meu furacão Maria João - das pessoas mais bonitas que 2019 me deu. Em junho conheci em carne e osso uma das pessoas que mais me inspira, a Isabel Saldanha, na minha primeira manhã de escrita criativa. Ao desconhecido lá foi ela mais uma vez.
JULHO recebi a Clara e a Pilar e curtimos como nunca. Descobrimos juntas a liberdade do deixar ser como a maior prova de amor no Toy Story4. Descemos o Mira. (andei de caiaque pela primeira vez!) Li um dos livros mais bonitos "Capitães na Areia". Tive um dia em mais um evento do Fred, fui ao palco, enfrentei mais um medo e mudei o chipe de gorda saudável para só és gorda se tu quiseres.
AGOSTO em vez do mês das férias poderia ser o mês saúde. Dr. Cambeta que me pôs um sorriso estampa. Dr. André Matias que é o mecânico deste corpitxo que se descobriu ter uma tiroide encrencada. Fui de férias sozinha na minha fiel Tavira. Reencontrei-me com a minha Troika que de três já somos sete e descobri-me tia da Mariana. Li o livro mais bonito de sempre e que todas as pessoas deveriam ler "As Travessuras da Menina Má" do Mário Glosas Vargas. 6 meses depois da oferta de aniversário fui pela primeira vez passar uma tarde inteirinha no Spa (Mafalda podes repetir tamanha proeza!!).
SETEMBRO, Setembro me encanta. E lá vão elas provocar o destino. Sem destino e num Toyota Yaris e uma pilota de mão firme, percorremos Córdova, Caminhito Del Rei e Málaga. E, numa sexta-feira 13 conheci o amor, aquele que sempre li nos livros e vi nos filmes, como escreveu a minha querida Pernafina. Celebrei 40 anos daquele amor de nem contigo nem sem ti dos meus queridos pais. Pela primeira vez fiz uma prova de obstáculos e não há palavras que descrevam como me superei. Fica-me a ideia de que a vida é melhor quando partilhada. Nasceu a minha sobrinha Mariana.
OUTUBRO agradeci 6 anos de vida nesta terra à beira-mar plantada que tanto me tem feito crescer. Nasceu o Vasco que me ensina a não ter medo de bebés. Vi os mesmos lugares com outro olhar. Provei comida que nunca tinha provado.Dancei muito, eu que não sei dançar. Vi o Joker, que filme genial!
NOVEMBRO voltei a casa. Celebrei, celebro sempre o dia 18 de Novembro como um dia de nascimento. O dia em que comecei a fazer terapia. Fiz as pazes com o passado. Fiz uma citologia pela primeira vez.
DEZEMBRO iniciei o mês com uma prova de obstáculos. Mais uma. Fiz um seminário intenso com o Fred Canto e Castro "Ignite your Fire". Parti a tábua dos medos com a minha mão. Recentrei-me. Conheci a Isabel - uma das pessoas mais encantadoras que conheci este ano. Conheci também a Viena mais gelada com as minhas mulheres do norte. Li dos livros que mais me emocionou "Raparigas como nós". Regressei ao blogue. Surpreendi e deixei-me surpreender mais uma vez. E preparo-me para daqui a umas horas fazer o quê? Mais uma coisa pela primeira vez. Ser operada e passar por uma anestesia geral.
UFFF!!! Que intenso que foste 2019, acho que estivemos à altura um do outro. Foste terra fértil na qual plantei e colhi muitos frutos. Quero-te expressar a minha gratidão profunda por tudo aquilo que vivi nos dias que me ofereceste - vivi-o da melhor forma que pude e consegui. Agradecida por todos aqueles que chegaram de novo, pelos que partiram e por aqueles que permanecem. A vida é melhor quando partilhada.
De ti 2020 continuo sem pedir-te nada 2019 ensinou-me a confiar na surpresa que cada dia traz consigo. Eu prometo-me mais fé, mais amor e confiança em tudo o que me tiveres para entregar. Confio que quando o discípulo está pronto o mestre aparece e como escreveu Albert Camus, «No meio do Inverno, aprendi por fim que havia em mim um verão invencível».
quinta-feira, 19 de dezembro de 2019
A LUZ INVISÍVEL
Há muito que não te visitava querido blogue. Em 2019 não escrevi muito aqui, mas regressei aqui muitas vezes a este ancoradouro.
No entanto, vou escrevendo no instagram, nos diversos cadernos que tenho e na vida cheia de versos irregulares e rimas imperfeitas. Em janeiro irei fazer um curso de escrita criativa com a minha Isabel Saldanha que tanto admiro e prometo melhoria e intensidade da palavra no blogue - primeira resolução de ano novo (check!)
Como o ano ainda não acabou, ainda vou a tempo de alguma redenção por aqui.
E hoje. Neste dia tão cheio de tudo. Quilometrado de vento e chuva e alertas e Elsas foi uma chamada que me chamou para aqui, uma luz no dia-a-dia.
Com alguma parcimónia contavam-me algo que eu nem sonhava que haviam feito por mim. Se tivesse por momentos saído de mim e me observado, teria visto uma criança na manhã de 25 de dezembro depois de observar que debaixo da árvore estava tudo o que havia pedido.
E logo, a luz que se acendeu em mim foi a quantidade de não sabemos, de não sonhamos e de não controlamos que existem em nós e para nós. Tantos nós invisíveis que nos ligam mesmo sem se quer os conhecermos.
Nesta época de presentes e de notificações e publicações vem me à cabeça a gratidão por todos os invisíveis que nem os sonhos me revelam e depois decido todos os invisíveis que quero presentear.
Que invisível vão oferecer neste Natal, até ao final do ano e no próximo ano?
A respiração do «essencial é invisível aos olhos» nunca me fez tanto sentido Principezinho.
No entanto, vou escrevendo no instagram, nos diversos cadernos que tenho e na vida cheia de versos irregulares e rimas imperfeitas. Em janeiro irei fazer um curso de escrita criativa com a minha Isabel Saldanha que tanto admiro e prometo melhoria e intensidade da palavra no blogue - primeira resolução de ano novo (check!)
Como o ano ainda não acabou, ainda vou a tempo de alguma redenção por aqui.
E hoje. Neste dia tão cheio de tudo. Quilometrado de vento e chuva e alertas e Elsas foi uma chamada que me chamou para aqui, uma luz no dia-a-dia.
Com alguma parcimónia contavam-me algo que eu nem sonhava que haviam feito por mim. Se tivesse por momentos saído de mim e me observado, teria visto uma criança na manhã de 25 de dezembro depois de observar que debaixo da árvore estava tudo o que havia pedido.
E logo, a luz que se acendeu em mim foi a quantidade de não sabemos, de não sonhamos e de não controlamos que existem em nós e para nós. Tantos nós invisíveis que nos ligam mesmo sem se quer os conhecermos.
Nesta época de presentes e de notificações e publicações vem me à cabeça a gratidão por todos os invisíveis que nem os sonhos me revelam e depois decido todos os invisíveis que quero presentear.
Que invisível vão oferecer neste Natal, até ao final do ano e no próximo ano?
A respiração do «essencial é invisível aos olhos» nunca me fez tanto sentido Principezinho.
quarta-feira, 17 de julho de 2019
Encontro.
Hoje encontrei-te.
Continuas a ser o amor bonito e limpo.
Hoje encontrei-te e continuas a ser o amor que nunca perdi,
O nosso amor continua a ser esse, o nosso, que cabe na palma da mão como um tesouro que guardo para lá do tempo que passou.
Num vazio da ausência que se toca e aquece numa lareira de lenha ardida de noites aconchegadas a mergulhos de água salgada.
Olho para ti e ainda vives na minha bolsa de kanguru, ainda vejo o terno olhar a pedir-me "Maria mais uma vez até sermos felizes para sempre."
Meu M. de mar infinito, meu M. de coragem que não tem medo de nenhum adamastor desta vida porque se sabe senhora do oceano.
Continuas a ser o amor bonito e limpo.
Hoje encontrei-te e continuas a ser o amor que nunca perdi,
O nosso amor continua a ser esse, o nosso, que cabe na palma da mão como um tesouro que guardo para lá do tempo que passou.
Num vazio da ausência que se toca e aquece numa lareira de lenha ardida de noites aconchegadas a mergulhos de água salgada.
Olho para ti e ainda vives na minha bolsa de kanguru, ainda vejo o terno olhar a pedir-me "Maria mais uma vez até sermos felizes para sempre."
Meu M. de mar infinito, meu M. de coragem que não tem medo de nenhum adamastor desta vida porque se sabe senhora do oceano.
segunda-feira, 27 de maio de 2019
Fomos à cave.
É segunda-feira.
Está um dia cinzento.
Por dentro há medo e esperança.
Visto me de verde a fim de reforçar a coragem em mim e espantar qualquer medo que possa existir, a fé é uma escolha, aprendo todos os dias.
Hoje dei um passo importante aqui em casa - estou muito contente e orgulhosa.
Visitei a cave com a maior. Deu-me a mão. E fomos pé ante pé. Agarrada ao corrimão.
A cave era um lugar muito escuro que provocava muita dor e medo só de pensar que ela existia aqui em casa.
Desci as escadas - abri devagar a porta e entrei.
Sinto-me como uma criança que hoje dormirá pela primeira vez sozinha na sua cama e não terá pesadelos.
Na casa deixou de haver mas e vive agora o apesar de, ou seja, a casa era bonita e arrumada mas tinha a cave onde a dona da casa tinha medo porque esteve durante muito tempo escuro e a dona da casa tinha medo de entrar, ela achava que por lá moravam muitos ratos e cobras para passar a ser a casa onde apesar dos ratos e cobras que ela pensava que lá viviam, ela decidiu acender a luz.
Está um dia cinzento.
Por dentro há medo e esperança.
Visto me de verde a fim de reforçar a coragem em mim e espantar qualquer medo que possa existir, a fé é uma escolha, aprendo todos os dias.
Hoje dei um passo importante aqui em casa - estou muito contente e orgulhosa.
Visitei a cave com a maior. Deu-me a mão. E fomos pé ante pé. Agarrada ao corrimão.
A cave era um lugar muito escuro que provocava muita dor e medo só de pensar que ela existia aqui em casa.
Desci as escadas - abri devagar a porta e entrei.
Sinto-me como uma criança que hoje dormirá pela primeira vez sozinha na sua cama e não terá pesadelos.
Na casa deixou de haver mas e vive agora o apesar de, ou seja, a casa era bonita e arrumada mas tinha a cave onde a dona da casa tinha medo porque esteve durante muito tempo escuro e a dona da casa tinha medo de entrar, ela achava que por lá moravam muitos ratos e cobras para passar a ser a casa onde apesar dos ratos e cobras que ela pensava que lá viviam, ela decidiu acender a luz.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
É a vida Manel!
É em dias como os de hoje, com chuva e frio que, gosto de regressar a Cabanas de Tavira.
Estava na praia. (quando estamos off e no verão ficamos muitas vezes porque nada é eterno e a bateria de um iphone muito menos, o sentidos ficam mais on)
Comecei a ouvir.
- Oh pai olha lá para ela!
Resposta dela:
- É a vida Manel!
(continuou)
- Oh mãe olha lá para ela!!!
- É a vida Manel.
- Oh pai, tu estás só no telefone e a mana não para de me atirar areia pra cima!
- É a vida Manel.
(sem julgamentos ou apoios aos pais na repreensão ou na ausência dela, o que me ficou mesmo foi "é a vida Manel".
Somos muitas vezes como o Manel, deixamos que nos atirem areia para cima à espera que os outros intervenham, à espera que os outros parem, queixando-nos sem agir, sem defesa, conformando-nos, ficando à espera que outros façam quando nós podemos fazer.
É mais fácil quando transferimos a responsabilidade mas somos mais poderosos quando encontramos dentro de nós a resolução. E ela quase sempre está lá, Manel tinhas um mar todo para responder aos grãos de areia.
Estava na praia. (quando estamos off e no verão ficamos muitas vezes porque nada é eterno e a bateria de um iphone muito menos, o sentidos ficam mais on)
Comecei a ouvir.
- Oh pai olha lá para ela!
Resposta dela:
- É a vida Manel!
(continuou)
- Oh mãe olha lá para ela!!!
- É a vida Manel.
- Oh pai, tu estás só no telefone e a mana não para de me atirar areia pra cima!
- É a vida Manel.
(sem julgamentos ou apoios aos pais na repreensão ou na ausência dela, o que me ficou mesmo foi "é a vida Manel".
Somos muitas vezes como o Manel, deixamos que nos atirem areia para cima à espera que os outros intervenham, à espera que os outros parem, queixando-nos sem agir, sem defesa, conformando-nos, ficando à espera que outros façam quando nós podemos fazer.
É mais fácil quando transferimos a responsabilidade mas somos mais poderosos quando encontramos dentro de nós a resolução. E ela quase sempre está lá, Manel tinhas um mar todo para responder aos grãos de areia.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
2018 O ANO TRAMPOLIM E GOSTO DE TI ASSIM
Este ano foi sem dúvida um mês de reencontro e aproximação de muitas pessoas bonitas e afastamento de outras e está tudo bem.
Janeiro reencontrei a minha Catarina Lobinho, podem passar anos que sempre que nos encontramos parece que foi ontem, contou-me a sua história bonita que me encheu de esperança no amor. Corri muito em modo festejo de blogue com a minha Vânia bonita. Festejei uma mão cheia da minha Pilar luz neste amor para a vida toda que trago dentro.
Fevereiro reencontrei me com uma das minha chinesas poderosas - é sempre rir até doer a barriga. Iniciei uma nova aventura com mais reencontros desta ora com as minhas alamitas queridas que me trouxe paz, desapego e serenidade - os trilhos da minha rota Vicentina, uma médica, uma fisioterapeuta, uma pintora e uma advogada numa aventura perfeita de mochila às costas.
Chorei muito neste meu mês - lágrimas essas que me permitiram ver melhor. Recebi uma festa surpresa de presente com a presença de quase todos.
Março mês trail. Mês corrida. Mês de muito trabalho. Mês em que saindo fora do trilho habitual me enfiei sozinha num hotel a descansar com tudo o que tinha direito, o nervoso miudinho era tanto que nem conseguia dormir por querer viver tudo ao segundo - Luz houses é um spot e pêras!
Abril águas mil. Saí mais uma vez da minha zona de conforto. Passei a Páscoa com as minhas famílias do coração que generosamente me receberam. Andei de karts e respirei fundo num Monchique bonito. Visitei a Madeira maravilhosa com a flor mais bonita que Deus me deu.
Maio descomplicado com o livro da minha Sofia querida.
Junho riso. Regresso aos trilhos. Mês vida do dr querido. Mês Peniche. Mês Portugal.
Julho o mês que nasceu mais uma sobrinha querida, a filha do meu melhor amigo, a minha Clara. Mês mundo. Mês de partida.
Agosto és sempre o mês Tavira. Cheio de luz. Perdas, encontros, reencontros e milagres. Uma nova aurora e o até logo da minha Marta liberdade que é sempre da minha casa e eu da dela.
Setembro quente e cheio de lições. Demore o tempo que demorar sempre encontraremos o sentido de tudo o que nos acontece. Foi duro mas banhos no Alqueva e bons amigos tudo curam. Festejamos 39 anos de casados num turismo bonito, manas unidas conseguiram preparar uma surpresa aos meus pais queridos.
Outubro e uma mão cheia da moça sineense. Viagem a Paris, Giverny e Disneyland com a minha Cátia capaz, tantas gargalhadas e lugares bonitos e voos cancelados. O primeiro trilho com os meus velhinhos.
Novembro será sempre o mês renovação. Festejo o dia 17 como sendo o dia do meu aniversário. Foi ali que a viagem começou para nunca mais parar. Dra Mariana Magalhães obrigada por cuidar com tanto profissionalismo e amor de todas as minhas dores, a ultrapassar todas as minhas crenças, a de mão dada comigo ajudar me a ser uma pessoa melhor.
Dezembro regresso a correr depois de uma lesão. Entendi que o amor que damos nunca se perde. Depois de muitas lágrimas, este foi um ano em descobri novas ferramentas para melhor me relacionar. Como estou mais confiante e mais segura tenho relações mais livres e mais empáticas e muito mais saudáveis que até então e por isso não posso estar mais feliz.
Digo que este foi o ano trampolim porque chorei muito, contudo foram lágrimas reparadoras e que me impulsionaram a sair da zona de conforto, ou seja, escrevi uma história diferente que deu mais sentido a tudo. Quando dói é o alerta necessário para fazer diferente, olhar para dentro, descobrir e redescobrir luzes novas um dia-a-dia diferente.
O que mais me marcou foi saber-me amada pela minha mãe. Parece óbvio não é? Toda gente se sabe amado por uma mãe. Eu não tinha essa certeza, pelo contrário vivia nessa insegurança. Sou a terceira, depois da minha irmã mais velha que nasceu com um problema grave de visão, e dois que estão no céu. Sobrevivi a uma cesariana e a dois quilos de gente e a uma meningite. A minha mãe sempre me viu forte, como se nunca fosse necessária para mim, mal sabia ela o que eu sofria com a falta dela. Percebemos as duas, eu que ela gostava de mim só o manifestava de forma diferente, ela que me fazia muita falta.
Relembro sempre que só seremos bons para os demais se formos bons conosco.
Obrigada, obrigada, obrigada a todos os que me ajudam a ser melhor pessoa, melhor filha, melhor amiga, melhor mulher - sinto me muito feliz por ter gente muito boa na minha vida, percebi que não são muitos mas são mesmo espectaculares.
Continuamos juntos em 2019, só peço saúde e vontade para continuar à procura da melhor versão, o resto eu sei que chega tudo sempre no momento certo. Sem planos para te receber querido ano, conto com as tuas surpresas.
P.S. Prometo escrever mais no blogue, prometo esforçar-me por ter mais luz e por isso partilhá-la com os demais.
Janeiro reencontrei a minha Catarina Lobinho, podem passar anos que sempre que nos encontramos parece que foi ontem, contou-me a sua história bonita que me encheu de esperança no amor. Corri muito em modo festejo de blogue com a minha Vânia bonita. Festejei uma mão cheia da minha Pilar luz neste amor para a vida toda que trago dentro.
Fevereiro reencontrei me com uma das minha chinesas poderosas - é sempre rir até doer a barriga. Iniciei uma nova aventura com mais reencontros desta ora com as minhas alamitas queridas que me trouxe paz, desapego e serenidade - os trilhos da minha rota Vicentina, uma médica, uma fisioterapeuta, uma pintora e uma advogada numa aventura perfeita de mochila às costas.
Chorei muito neste meu mês - lágrimas essas que me permitiram ver melhor. Recebi uma festa surpresa de presente com a presença de quase todos.
Março mês trail. Mês corrida. Mês de muito trabalho. Mês em que saindo fora do trilho habitual me enfiei sozinha num hotel a descansar com tudo o que tinha direito, o nervoso miudinho era tanto que nem conseguia dormir por querer viver tudo ao segundo - Luz houses é um spot e pêras!
Abril águas mil. Saí mais uma vez da minha zona de conforto. Passei a Páscoa com as minhas famílias do coração que generosamente me receberam. Andei de karts e respirei fundo num Monchique bonito. Visitei a Madeira maravilhosa com a flor mais bonita que Deus me deu.
Maio descomplicado com o livro da minha Sofia querida.
Junho riso. Regresso aos trilhos. Mês vida do dr querido. Mês Peniche. Mês Portugal.
Julho o mês que nasceu mais uma sobrinha querida, a filha do meu melhor amigo, a minha Clara. Mês mundo. Mês de partida.
Agosto és sempre o mês Tavira. Cheio de luz. Perdas, encontros, reencontros e milagres. Uma nova aurora e o até logo da minha Marta liberdade que é sempre da minha casa e eu da dela.
Setembro quente e cheio de lições. Demore o tempo que demorar sempre encontraremos o sentido de tudo o que nos acontece. Foi duro mas banhos no Alqueva e bons amigos tudo curam. Festejamos 39 anos de casados num turismo bonito, manas unidas conseguiram preparar uma surpresa aos meus pais queridos.
Outubro e uma mão cheia da moça sineense. Viagem a Paris, Giverny e Disneyland com a minha Cátia capaz, tantas gargalhadas e lugares bonitos e voos cancelados. O primeiro trilho com os meus velhinhos.
Novembro será sempre o mês renovação. Festejo o dia 17 como sendo o dia do meu aniversário. Foi ali que a viagem começou para nunca mais parar. Dra Mariana Magalhães obrigada por cuidar com tanto profissionalismo e amor de todas as minhas dores, a ultrapassar todas as minhas crenças, a de mão dada comigo ajudar me a ser uma pessoa melhor.
Dezembro regresso a correr depois de uma lesão. Entendi que o amor que damos nunca se perde. Depois de muitas lágrimas, este foi um ano em descobri novas ferramentas para melhor me relacionar. Como estou mais confiante e mais segura tenho relações mais livres e mais empáticas e muito mais saudáveis que até então e por isso não posso estar mais feliz.
Digo que este foi o ano trampolim porque chorei muito, contudo foram lágrimas reparadoras e que me impulsionaram a sair da zona de conforto, ou seja, escrevi uma história diferente que deu mais sentido a tudo. Quando dói é o alerta necessário para fazer diferente, olhar para dentro, descobrir e redescobrir luzes novas um dia-a-dia diferente.
O que mais me marcou foi saber-me amada pela minha mãe. Parece óbvio não é? Toda gente se sabe amado por uma mãe. Eu não tinha essa certeza, pelo contrário vivia nessa insegurança. Sou a terceira, depois da minha irmã mais velha que nasceu com um problema grave de visão, e dois que estão no céu. Sobrevivi a uma cesariana e a dois quilos de gente e a uma meningite. A minha mãe sempre me viu forte, como se nunca fosse necessária para mim, mal sabia ela o que eu sofria com a falta dela. Percebemos as duas, eu que ela gostava de mim só o manifestava de forma diferente, ela que me fazia muita falta.
Relembro sempre que só seremos bons para os demais se formos bons conosco.
Obrigada, obrigada, obrigada a todos os que me ajudam a ser melhor pessoa, melhor filha, melhor amiga, melhor mulher - sinto me muito feliz por ter gente muito boa na minha vida, percebi que não são muitos mas são mesmo espectaculares.
Continuamos juntos em 2019, só peço saúde e vontade para continuar à procura da melhor versão, o resto eu sei que chega tudo sempre no momento certo. Sem planos para te receber querido ano, conto com as tuas surpresas.
P.S. Prometo escrever mais no blogue, prometo esforçar-me por ter mais luz e por isso partilhá-la com os demais.
sábado, 24 de novembro de 2018
De Outra Vida, para Aqui
Foi há três anos.
De vez em quando gosto de lá ir, espreitar pela porta do postigo, como quem vê quem é e quem foi, onde esteve e onde está.
Olho-te. Emociono-me contigo. És mesmo uma miúda que aprendeu a ser forte!
Lembro-me do que trazia vestido, lembro me das horas - cerca das sete da tarde, era outono e era de noite escura. Cheguei atrasada. (30 anos atrasada até chegares a ti).
(Quer dizer... de vez em quando ainda te esqueces dos trabalhos de casa, levas recado na caderneta, vais até ao postigo e voltas a andar na linha)
Mesmo saindo do trilho tens iluminado as tuas sombras e feito por ti.
Trazias o vestido azul de balão, o cabelo preto como devia andar o teu pulmão - quando fumavas um cigarro a seguir ao outro em jejum pela noite fora.
Hoje, jejum só na caminhada e preto só o tinto - a tua qualidade de vida aumentou.
A maior disse-te "Andou num barco em mar alto e à deriva. Leva-se muita pancada, o que está aí é isso." - depois de ter perguntado se estava doente.
Tenho sido um marinheiro aplicado e governado o barco como nunca, até então.
No outro dia contava-lhe que tinha encontrado uma pessoa desse tempo de há três anos atrás, perguntou-me o que tinha sentido - disse-lhe que reconhecia como uma personagem que fez parte da história.
" Como se fosse de outra vida?"
- Sim, como se fosse de outra vida. Antes de chegar aqui.
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