Domingo aquele homem de 40 anos vestido de roupa de missa, camisa de colarinhos engomados, o sapato bem engraxado - és assim de manhã, à tarde espreguiças-te no sofá de livro na mão, lareira acesa, pijama vestido refletindo e preparando a semana que se avizinha. "Não há domingo sem missa nem segunda sem preguiça.
Segunda-Feira essa menina inquieta e enérgica - vestida do ânimo da saia plissada e rodagem querendo fazer tudo ou nada e guardando para a sua irmã terça as suas pendências.
Terça-Feira essa velha rabugenta que nem é a irmã do meio nem a prima do fim-de-semana. A terça-feira é uma chata, é aborrecida e veste-se de amarelo chinês e só é feliz porque em janeiro tem escrita criativa.
Quarta-Feira essa filha do meio. O pior já passou. Ela é meio preocupada e meio responsável com tudo. É feita de crossfit e do que irá viver no futuro.
Quinta-Feira essa estudante universitária de capital e traje e festa da cerveja na Faculdade de Direito. A quinta-feira é noctiva por natureza fazendo ponte com a sexta.
A sexta-feira essa miúda de 30 anos que janta fora sempre, que se sente feliz depois de tantas saúdes com a malta, veste de calças de ganga e blaizer e ténis nos dias em que tem que ser a advogada. Ela gosta de namorar o sábado noite adentro.
Sábado esse bom rapaz e cheio de sol, praia e petiscos e que não usa relógio.
quinta-feira, 23 de abril de 2020
domingo, 26 de janeiro de 2020
SEMÁFORO
Aprende-me a ler.
São os poucos os que conhecem esta emoção intercalar de quem sou, numa inconstância de quem não é só vermelho, nem verde e muito menos amarelo. Aliás de todo o seu semáforo que traz pendurado em si, o amarelo é aquele que tem mais dificuldade em lidar e em ser.
Quando o amarelo está ligado em si é porque vive momentos de angústia, se sente perdida e não sabe se avançar para o vermelho e parar ou ir prego a fundo sem olhar a quem, como um amarelo esverdeado azeitona.
São poucos mas os melhores que o conhecem e o sabem de uma forma tão ardilosa quando avançar, quando parar e quando abraçar e conduzir de acordo com esse semáforo.
Esse livro de três cores um drama, romance e comédia por vezes sem pontuação como de um Saramago se tratasse é em algum momento um arco iris sonoro que permite peões e condutores por lá passarem e desfrutarem a melhor das aventuras dançando as três cores que trazes ao peito.
São os poucos os que conhecem esta emoção intercalar de quem sou, numa inconstância de quem não é só vermelho, nem verde e muito menos amarelo. Aliás de todo o seu semáforo que traz pendurado em si, o amarelo é aquele que tem mais dificuldade em lidar e em ser.
Quando o amarelo está ligado em si é porque vive momentos de angústia, se sente perdida e não sabe se avançar para o vermelho e parar ou ir prego a fundo sem olhar a quem, como um amarelo esverdeado azeitona.
São poucos mas os melhores que o conhecem e o sabem de uma forma tão ardilosa quando avançar, quando parar e quando abraçar e conduzir de acordo com esse semáforo.
Esse livro de três cores um drama, romance e comédia por vezes sem pontuação como de um Saramago se tratasse é em algum momento um arco iris sonoro que permite peões e condutores por lá passarem e desfrutarem a melhor das aventuras dançando as três cores que trazes ao peito.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
A voz de Alice
Não te queixes ... Alice.
Meteste-te nisto. Agora. Não te queixes. Tu que dançaste a salsa e o merengue põe-te nas pontas pés e aprende a dançar a valsa no gelo de Viena.
Tu que te lambuzaste no verão aprende a descobrir a beleza do vinho quente cheio de especiarias e de travo a canela e não te queixes.
Tu sabias Alice, que não ía ser fácil e que essa aventura de verão europeu que se transformou em verão latino-americano poderia trazer o travo de um vinho que sabe a rolha. Então, não te queixes.
Aprende a surfar o inverno, mergulha no Macnamara que podes ser e acredita em ti. Continua a regar com vinho ou água tudo o que queres transformar... E não te queixes.
Meteste-te nisto. Agora. Não te queixes. Tu que dançaste a salsa e o merengue põe-te nas pontas pés e aprende a dançar a valsa no gelo de Viena.
Tu que te lambuzaste no verão aprende a descobrir a beleza do vinho quente cheio de especiarias e de travo a canela e não te queixes.
Tu sabias Alice, que não ía ser fácil e que essa aventura de verão europeu que se transformou em verão latino-americano poderia trazer o travo de um vinho que sabe a rolha. Então, não te queixes.
Aprende a surfar o inverno, mergulha no Macnamara que podes ser e acredita em ti. Continua a regar com vinho ou água tudo o que queres transformar... E não te queixes.
domingo, 29 de dezembro de 2019
Tananan, surpreendente assim foste tu 2019
Estive a reler o que escrevi há um ano em 2018: "Sem planos para te receber querido ano, conto com as tuas surpresas" e assim foste tu 2019, surpreendente e acredito que o serás até ao fim, cumprindo a missão que te confiei.
Eu sei que me pus a jeito, que fiz acontecer, saí muito da minha zona de conforto, em cada cucu teu descobri uma lição, um crescimento e um novo olhar que não conhecia.
Balançar cada surpresa de cada mês sairá parco nas palavras e rico em cada vivência.
JANEIRO cumpri a minha primeira resolução de ano novo e venci um medo antigo. Festejei 11 anos do meu amor primeiro, minha Pilar que é a adolescente que me comove pela sua riqueza, perspicácia e inteligência. Escrevi no blogue um texto bonito "É a vida Manel".
FEVEREIRO, mês aniversário. Tive todos. Todos aprendemos com as lágrimas que adobaram esta terra fértil. Mascarei-me de Wally. À minha vida chegaram os manos. O P. para sempre, o amor não correspondido no qual aprendi tanto sobre mim. Sozinha no Noah despedi-me dos 33 em bom.
MARÇO, o mês em que soube que ia ser tia. A minha Cátia capaz iria me dar o sobrinho mais lindo que os meus olhos veem crescer. A prova que todos os impossíveis são possíveis. Vi com a minha Mafalda o concerto da carolina Deslandes numa correria cheia de gargalhadas. Conheci o Fred Canto e Castro, numa saída da zona de conforto fui a um breakfast with Fred onde conheci o Airton querido, um dos corações mais bonitos que existe na terra. A minha Sara provou-nos que é capaz de nos surpreender e ofereceu-nos uma maravilhosa prova de vinhos antes da Catarina dar o ar da sua graça.
ABRIL fim de semana Senas Saudáveis com a minha Joana e a Cláudia. Deixamos tudo em campo, transpirámos muito, descansámos e comemos maravilhosamente bem. Quase que repeti não fosse a vida ter-me surpreendido. Lançamento do livro Recomeça da minha bonita Sofia Castro Fernandes com direito a pequenalmoçar com ela e com o Fred. (Incrível que foi, "a fé é uma escolha"). Fui com o meu pai ao lançamento do livro do maravilhoso Nuno Santos. Que história de vida, que força da natureza e que sorriso sereno que tem. Guardo no lugar de amor essa tarde passada com o meu querido pai que me acompanhou e que vivemos esta história tão bonita. Abril festas mil da minha mana-mãe Rita Vacas. Saí da zona de conforto e consegui pela primeira vez pôr-me em cima de uma prancha. (Obrigada Ste e Telmo por de uma forma tão amiga e divertida me terem distraído os medos de achar que não cabia no fato nem na prancha, Kalu és top!) Ainda conheci o Guilherme que peregrinava pelo mundo que permitiu encontrar Jesus no caminho. Que experiência de amor me foi permitida viver.
(Passaram apenas 4 meses e observo os eventos e pessoas incríveis que respectivamente vivi e me relacionei, wow!)
MAIO mês mãe e mês mana. Organizei uma festa de 60 anos surpresa à minha mãe. Permitiu-me soar do bigode e acreditar que impossíveis também são possíveis de se fazer acontecer. Voltei a montar a cavalo, fazendo dupla com a Channel. Meditei com a minha bonita Juliana.
JUNHO celebrei a criança que há em mim numa manhã de praia e num concerto fabuloso do inspirador Ed Sheeran. Viajei sozinha indo ao encontro de um grupo de desconhecidos só para poder assistir a uma conferência do Tonny Robbins. Transformador! Festejei a vida da grilinha da minha vida. Fui ao norte recuperar o norte e recuperei-o com um grupo de compinchas que se moveram por mim. Celebrei a vida da minha filha maior, do meu furacão Maria João - das pessoas mais bonitas que 2019 me deu. Em junho conheci em carne e osso uma das pessoas que mais me inspira, a Isabel Saldanha, na minha primeira manhã de escrita criativa. Ao desconhecido lá foi ela mais uma vez.
JULHO recebi a Clara e a Pilar e curtimos como nunca. Descobrimos juntas a liberdade do deixar ser como a maior prova de amor no Toy Story4. Descemos o Mira. (andei de caiaque pela primeira vez!) Li um dos livros mais bonitos "Capitães na Areia". Tive um dia em mais um evento do Fred, fui ao palco, enfrentei mais um medo e mudei o chipe de gorda saudável para só és gorda se tu quiseres.
AGOSTO em vez do mês das férias poderia ser o mês saúde. Dr. Cambeta que me pôs um sorriso estampa. Dr. André Matias que é o mecânico deste corpitxo que se descobriu ter uma tiroide encrencada. Fui de férias sozinha na minha fiel Tavira. Reencontrei-me com a minha Troika que de três já somos sete e descobri-me tia da Mariana. Li o livro mais bonito de sempre e que todas as pessoas deveriam ler "As Travessuras da Menina Má" do Mário Glosas Vargas. 6 meses depois da oferta de aniversário fui pela primeira vez passar uma tarde inteirinha no Spa (Mafalda podes repetir tamanha proeza!!).
SETEMBRO, Setembro me encanta. E lá vão elas provocar o destino. Sem destino e num Toyota Yaris e uma pilota de mão firme, percorremos Córdova, Caminhito Del Rei e Málaga. E, numa sexta-feira 13 conheci o amor, aquele que sempre li nos livros e vi nos filmes, como escreveu a minha querida Pernafina. Celebrei 40 anos daquele amor de nem contigo nem sem ti dos meus queridos pais. Pela primeira vez fiz uma prova de obstáculos e não há palavras que descrevam como me superei. Fica-me a ideia de que a vida é melhor quando partilhada. Nasceu a minha sobrinha Mariana.
OUTUBRO agradeci 6 anos de vida nesta terra à beira-mar plantada que tanto me tem feito crescer. Nasceu o Vasco que me ensina a não ter medo de bebés. Vi os mesmos lugares com outro olhar. Provei comida que nunca tinha provado.Dancei muito, eu que não sei dançar. Vi o Joker, que filme genial!
NOVEMBRO voltei a casa. Celebrei, celebro sempre o dia 18 de Novembro como um dia de nascimento. O dia em que comecei a fazer terapia. Fiz as pazes com o passado. Fiz uma citologia pela primeira vez.
DEZEMBRO iniciei o mês com uma prova de obstáculos. Mais uma. Fiz um seminário intenso com o Fred Canto e Castro "Ignite your Fire". Parti a tábua dos medos com a minha mão. Recentrei-me. Conheci a Isabel - uma das pessoas mais encantadoras que conheci este ano. Conheci também a Viena mais gelada com as minhas mulheres do norte. Li dos livros que mais me emocionou "Raparigas como nós". Regressei ao blogue. Surpreendi e deixei-me surpreender mais uma vez. E preparo-me para daqui a umas horas fazer o quê? Mais uma coisa pela primeira vez. Ser operada e passar por uma anestesia geral.
UFFF!!! Que intenso que foste 2019, acho que estivemos à altura um do outro. Foste terra fértil na qual plantei e colhi muitos frutos. Quero-te expressar a minha gratidão profunda por tudo aquilo que vivi nos dias que me ofereceste - vivi-o da melhor forma que pude e consegui. Agradecida por todos aqueles que chegaram de novo, pelos que partiram e por aqueles que permanecem. A vida é melhor quando partilhada.
De ti 2020 continuo sem pedir-te nada 2019 ensinou-me a confiar na surpresa que cada dia traz consigo. Eu prometo-me mais fé, mais amor e confiança em tudo o que me tiveres para entregar. Confio que quando o discípulo está pronto o mestre aparece e como escreveu Albert Camus, «No meio do Inverno, aprendi por fim que havia em mim um verão invencível».
quinta-feira, 19 de dezembro de 2019
A LUZ INVISÍVEL
Há muito que não te visitava querido blogue. Em 2019 não escrevi muito aqui, mas regressei aqui muitas vezes a este ancoradouro.
No entanto, vou escrevendo no instagram, nos diversos cadernos que tenho e na vida cheia de versos irregulares e rimas imperfeitas. Em janeiro irei fazer um curso de escrita criativa com a minha Isabel Saldanha que tanto admiro e prometo melhoria e intensidade da palavra no blogue - primeira resolução de ano novo (check!)
Como o ano ainda não acabou, ainda vou a tempo de alguma redenção por aqui.
E hoje. Neste dia tão cheio de tudo. Quilometrado de vento e chuva e alertas e Elsas foi uma chamada que me chamou para aqui, uma luz no dia-a-dia.
Com alguma parcimónia contavam-me algo que eu nem sonhava que haviam feito por mim. Se tivesse por momentos saído de mim e me observado, teria visto uma criança na manhã de 25 de dezembro depois de observar que debaixo da árvore estava tudo o que havia pedido.
E logo, a luz que se acendeu em mim foi a quantidade de não sabemos, de não sonhamos e de não controlamos que existem em nós e para nós. Tantos nós invisíveis que nos ligam mesmo sem se quer os conhecermos.
Nesta época de presentes e de notificações e publicações vem me à cabeça a gratidão por todos os invisíveis que nem os sonhos me revelam e depois decido todos os invisíveis que quero presentear.
Que invisível vão oferecer neste Natal, até ao final do ano e no próximo ano?
A respiração do «essencial é invisível aos olhos» nunca me fez tanto sentido Principezinho.
No entanto, vou escrevendo no instagram, nos diversos cadernos que tenho e na vida cheia de versos irregulares e rimas imperfeitas. Em janeiro irei fazer um curso de escrita criativa com a minha Isabel Saldanha que tanto admiro e prometo melhoria e intensidade da palavra no blogue - primeira resolução de ano novo (check!)
Como o ano ainda não acabou, ainda vou a tempo de alguma redenção por aqui.
E hoje. Neste dia tão cheio de tudo. Quilometrado de vento e chuva e alertas e Elsas foi uma chamada que me chamou para aqui, uma luz no dia-a-dia.
Com alguma parcimónia contavam-me algo que eu nem sonhava que haviam feito por mim. Se tivesse por momentos saído de mim e me observado, teria visto uma criança na manhã de 25 de dezembro depois de observar que debaixo da árvore estava tudo o que havia pedido.
E logo, a luz que se acendeu em mim foi a quantidade de não sabemos, de não sonhamos e de não controlamos que existem em nós e para nós. Tantos nós invisíveis que nos ligam mesmo sem se quer os conhecermos.
Nesta época de presentes e de notificações e publicações vem me à cabeça a gratidão por todos os invisíveis que nem os sonhos me revelam e depois decido todos os invisíveis que quero presentear.
Que invisível vão oferecer neste Natal, até ao final do ano e no próximo ano?
A respiração do «essencial é invisível aos olhos» nunca me fez tanto sentido Principezinho.
quarta-feira, 17 de julho de 2019
Encontro.
Hoje encontrei-te.
Continuas a ser o amor bonito e limpo.
Hoje encontrei-te e continuas a ser o amor que nunca perdi,
O nosso amor continua a ser esse, o nosso, que cabe na palma da mão como um tesouro que guardo para lá do tempo que passou.
Num vazio da ausência que se toca e aquece numa lareira de lenha ardida de noites aconchegadas a mergulhos de água salgada.
Olho para ti e ainda vives na minha bolsa de kanguru, ainda vejo o terno olhar a pedir-me "Maria mais uma vez até sermos felizes para sempre."
Meu M. de mar infinito, meu M. de coragem que não tem medo de nenhum adamastor desta vida porque se sabe senhora do oceano.
Continuas a ser o amor bonito e limpo.
Hoje encontrei-te e continuas a ser o amor que nunca perdi,
O nosso amor continua a ser esse, o nosso, que cabe na palma da mão como um tesouro que guardo para lá do tempo que passou.
Num vazio da ausência que se toca e aquece numa lareira de lenha ardida de noites aconchegadas a mergulhos de água salgada.
Olho para ti e ainda vives na minha bolsa de kanguru, ainda vejo o terno olhar a pedir-me "Maria mais uma vez até sermos felizes para sempre."
Meu M. de mar infinito, meu M. de coragem que não tem medo de nenhum adamastor desta vida porque se sabe senhora do oceano.
segunda-feira, 27 de maio de 2019
Fomos à cave.
É segunda-feira.
Está um dia cinzento.
Por dentro há medo e esperança.
Visto me de verde a fim de reforçar a coragem em mim e espantar qualquer medo que possa existir, a fé é uma escolha, aprendo todos os dias.
Hoje dei um passo importante aqui em casa - estou muito contente e orgulhosa.
Visitei a cave com a maior. Deu-me a mão. E fomos pé ante pé. Agarrada ao corrimão.
A cave era um lugar muito escuro que provocava muita dor e medo só de pensar que ela existia aqui em casa.
Desci as escadas - abri devagar a porta e entrei.
Sinto-me como uma criança que hoje dormirá pela primeira vez sozinha na sua cama e não terá pesadelos.
Na casa deixou de haver mas e vive agora o apesar de, ou seja, a casa era bonita e arrumada mas tinha a cave onde a dona da casa tinha medo porque esteve durante muito tempo escuro e a dona da casa tinha medo de entrar, ela achava que por lá moravam muitos ratos e cobras para passar a ser a casa onde apesar dos ratos e cobras que ela pensava que lá viviam, ela decidiu acender a luz.
Está um dia cinzento.
Por dentro há medo e esperança.
Visto me de verde a fim de reforçar a coragem em mim e espantar qualquer medo que possa existir, a fé é uma escolha, aprendo todos os dias.
Hoje dei um passo importante aqui em casa - estou muito contente e orgulhosa.
Visitei a cave com a maior. Deu-me a mão. E fomos pé ante pé. Agarrada ao corrimão.
A cave era um lugar muito escuro que provocava muita dor e medo só de pensar que ela existia aqui em casa.
Desci as escadas - abri devagar a porta e entrei.
Sinto-me como uma criança que hoje dormirá pela primeira vez sozinha na sua cama e não terá pesadelos.
Na casa deixou de haver mas e vive agora o apesar de, ou seja, a casa era bonita e arrumada mas tinha a cave onde a dona da casa tinha medo porque esteve durante muito tempo escuro e a dona da casa tinha medo de entrar, ela achava que por lá moravam muitos ratos e cobras para passar a ser a casa onde apesar dos ratos e cobras que ela pensava que lá viviam, ela decidiu acender a luz.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
É a vida Manel!
É em dias como os de hoje, com chuva e frio que, gosto de regressar a Cabanas de Tavira.
Estava na praia. (quando estamos off e no verão ficamos muitas vezes porque nada é eterno e a bateria de um iphone muito menos, o sentidos ficam mais on)
Comecei a ouvir.
- Oh pai olha lá para ela!
Resposta dela:
- É a vida Manel!
(continuou)
- Oh mãe olha lá para ela!!!
- É a vida Manel.
- Oh pai, tu estás só no telefone e a mana não para de me atirar areia pra cima!
- É a vida Manel.
(sem julgamentos ou apoios aos pais na repreensão ou na ausência dela, o que me ficou mesmo foi "é a vida Manel".
Somos muitas vezes como o Manel, deixamos que nos atirem areia para cima à espera que os outros intervenham, à espera que os outros parem, queixando-nos sem agir, sem defesa, conformando-nos, ficando à espera que outros façam quando nós podemos fazer.
É mais fácil quando transferimos a responsabilidade mas somos mais poderosos quando encontramos dentro de nós a resolução. E ela quase sempre está lá, Manel tinhas um mar todo para responder aos grãos de areia.
Estava na praia. (quando estamos off e no verão ficamos muitas vezes porque nada é eterno e a bateria de um iphone muito menos, o sentidos ficam mais on)
Comecei a ouvir.
- Oh pai olha lá para ela!
Resposta dela:
- É a vida Manel!
(continuou)
- Oh mãe olha lá para ela!!!
- É a vida Manel.
- Oh pai, tu estás só no telefone e a mana não para de me atirar areia pra cima!
- É a vida Manel.
(sem julgamentos ou apoios aos pais na repreensão ou na ausência dela, o que me ficou mesmo foi "é a vida Manel".
Somos muitas vezes como o Manel, deixamos que nos atirem areia para cima à espera que os outros intervenham, à espera que os outros parem, queixando-nos sem agir, sem defesa, conformando-nos, ficando à espera que outros façam quando nós podemos fazer.
É mais fácil quando transferimos a responsabilidade mas somos mais poderosos quando encontramos dentro de nós a resolução. E ela quase sempre está lá, Manel tinhas um mar todo para responder aos grãos de areia.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
2018 O ANO TRAMPOLIM E GOSTO DE TI ASSIM
Este ano foi sem dúvida um mês de reencontro e aproximação de muitas pessoas bonitas e afastamento de outras e está tudo bem.
Janeiro reencontrei a minha Catarina Lobinho, podem passar anos que sempre que nos encontramos parece que foi ontem, contou-me a sua história bonita que me encheu de esperança no amor. Corri muito em modo festejo de blogue com a minha Vânia bonita. Festejei uma mão cheia da minha Pilar luz neste amor para a vida toda que trago dentro.
Fevereiro reencontrei me com uma das minha chinesas poderosas - é sempre rir até doer a barriga. Iniciei uma nova aventura com mais reencontros desta ora com as minhas alamitas queridas que me trouxe paz, desapego e serenidade - os trilhos da minha rota Vicentina, uma médica, uma fisioterapeuta, uma pintora e uma advogada numa aventura perfeita de mochila às costas.
Chorei muito neste meu mês - lágrimas essas que me permitiram ver melhor. Recebi uma festa surpresa de presente com a presença de quase todos.
Março mês trail. Mês corrida. Mês de muito trabalho. Mês em que saindo fora do trilho habitual me enfiei sozinha num hotel a descansar com tudo o que tinha direito, o nervoso miudinho era tanto que nem conseguia dormir por querer viver tudo ao segundo - Luz houses é um spot e pêras!
Abril águas mil. Saí mais uma vez da minha zona de conforto. Passei a Páscoa com as minhas famílias do coração que generosamente me receberam. Andei de karts e respirei fundo num Monchique bonito. Visitei a Madeira maravilhosa com a flor mais bonita que Deus me deu.
Maio descomplicado com o livro da minha Sofia querida.
Junho riso. Regresso aos trilhos. Mês vida do dr querido. Mês Peniche. Mês Portugal.
Julho o mês que nasceu mais uma sobrinha querida, a filha do meu melhor amigo, a minha Clara. Mês mundo. Mês de partida.
Agosto és sempre o mês Tavira. Cheio de luz. Perdas, encontros, reencontros e milagres. Uma nova aurora e o até logo da minha Marta liberdade que é sempre da minha casa e eu da dela.
Setembro quente e cheio de lições. Demore o tempo que demorar sempre encontraremos o sentido de tudo o que nos acontece. Foi duro mas banhos no Alqueva e bons amigos tudo curam. Festejamos 39 anos de casados num turismo bonito, manas unidas conseguiram preparar uma surpresa aos meus pais queridos.
Outubro e uma mão cheia da moça sineense. Viagem a Paris, Giverny e Disneyland com a minha Cátia capaz, tantas gargalhadas e lugares bonitos e voos cancelados. O primeiro trilho com os meus velhinhos.
Novembro será sempre o mês renovação. Festejo o dia 17 como sendo o dia do meu aniversário. Foi ali que a viagem começou para nunca mais parar. Dra Mariana Magalhães obrigada por cuidar com tanto profissionalismo e amor de todas as minhas dores, a ultrapassar todas as minhas crenças, a de mão dada comigo ajudar me a ser uma pessoa melhor.
Dezembro regresso a correr depois de uma lesão. Entendi que o amor que damos nunca se perde. Depois de muitas lágrimas, este foi um ano em descobri novas ferramentas para melhor me relacionar. Como estou mais confiante e mais segura tenho relações mais livres e mais empáticas e muito mais saudáveis que até então e por isso não posso estar mais feliz.
Digo que este foi o ano trampolim porque chorei muito, contudo foram lágrimas reparadoras e que me impulsionaram a sair da zona de conforto, ou seja, escrevi uma história diferente que deu mais sentido a tudo. Quando dói é o alerta necessário para fazer diferente, olhar para dentro, descobrir e redescobrir luzes novas um dia-a-dia diferente.
O que mais me marcou foi saber-me amada pela minha mãe. Parece óbvio não é? Toda gente se sabe amado por uma mãe. Eu não tinha essa certeza, pelo contrário vivia nessa insegurança. Sou a terceira, depois da minha irmã mais velha que nasceu com um problema grave de visão, e dois que estão no céu. Sobrevivi a uma cesariana e a dois quilos de gente e a uma meningite. A minha mãe sempre me viu forte, como se nunca fosse necessária para mim, mal sabia ela o que eu sofria com a falta dela. Percebemos as duas, eu que ela gostava de mim só o manifestava de forma diferente, ela que me fazia muita falta.
Relembro sempre que só seremos bons para os demais se formos bons conosco.
Obrigada, obrigada, obrigada a todos os que me ajudam a ser melhor pessoa, melhor filha, melhor amiga, melhor mulher - sinto me muito feliz por ter gente muito boa na minha vida, percebi que não são muitos mas são mesmo espectaculares.
Continuamos juntos em 2019, só peço saúde e vontade para continuar à procura da melhor versão, o resto eu sei que chega tudo sempre no momento certo. Sem planos para te receber querido ano, conto com as tuas surpresas.
P.S. Prometo escrever mais no blogue, prometo esforçar-me por ter mais luz e por isso partilhá-la com os demais.
Janeiro reencontrei a minha Catarina Lobinho, podem passar anos que sempre que nos encontramos parece que foi ontem, contou-me a sua história bonita que me encheu de esperança no amor. Corri muito em modo festejo de blogue com a minha Vânia bonita. Festejei uma mão cheia da minha Pilar luz neste amor para a vida toda que trago dentro.
Fevereiro reencontrei me com uma das minha chinesas poderosas - é sempre rir até doer a barriga. Iniciei uma nova aventura com mais reencontros desta ora com as minhas alamitas queridas que me trouxe paz, desapego e serenidade - os trilhos da minha rota Vicentina, uma médica, uma fisioterapeuta, uma pintora e uma advogada numa aventura perfeita de mochila às costas.
Chorei muito neste meu mês - lágrimas essas que me permitiram ver melhor. Recebi uma festa surpresa de presente com a presença de quase todos.
Março mês trail. Mês corrida. Mês de muito trabalho. Mês em que saindo fora do trilho habitual me enfiei sozinha num hotel a descansar com tudo o que tinha direito, o nervoso miudinho era tanto que nem conseguia dormir por querer viver tudo ao segundo - Luz houses é um spot e pêras!
Abril águas mil. Saí mais uma vez da minha zona de conforto. Passei a Páscoa com as minhas famílias do coração que generosamente me receberam. Andei de karts e respirei fundo num Monchique bonito. Visitei a Madeira maravilhosa com a flor mais bonita que Deus me deu.
Maio descomplicado com o livro da minha Sofia querida.
Junho riso. Regresso aos trilhos. Mês vida do dr querido. Mês Peniche. Mês Portugal.
Julho o mês que nasceu mais uma sobrinha querida, a filha do meu melhor amigo, a minha Clara. Mês mundo. Mês de partida.
Agosto és sempre o mês Tavira. Cheio de luz. Perdas, encontros, reencontros e milagres. Uma nova aurora e o até logo da minha Marta liberdade que é sempre da minha casa e eu da dela.
Setembro quente e cheio de lições. Demore o tempo que demorar sempre encontraremos o sentido de tudo o que nos acontece. Foi duro mas banhos no Alqueva e bons amigos tudo curam. Festejamos 39 anos de casados num turismo bonito, manas unidas conseguiram preparar uma surpresa aos meus pais queridos.
Outubro e uma mão cheia da moça sineense. Viagem a Paris, Giverny e Disneyland com a minha Cátia capaz, tantas gargalhadas e lugares bonitos e voos cancelados. O primeiro trilho com os meus velhinhos.
Novembro será sempre o mês renovação. Festejo o dia 17 como sendo o dia do meu aniversário. Foi ali que a viagem começou para nunca mais parar. Dra Mariana Magalhães obrigada por cuidar com tanto profissionalismo e amor de todas as minhas dores, a ultrapassar todas as minhas crenças, a de mão dada comigo ajudar me a ser uma pessoa melhor.
Dezembro regresso a correr depois de uma lesão. Entendi que o amor que damos nunca se perde. Depois de muitas lágrimas, este foi um ano em descobri novas ferramentas para melhor me relacionar. Como estou mais confiante e mais segura tenho relações mais livres e mais empáticas e muito mais saudáveis que até então e por isso não posso estar mais feliz.
Digo que este foi o ano trampolim porque chorei muito, contudo foram lágrimas reparadoras e que me impulsionaram a sair da zona de conforto, ou seja, escrevi uma história diferente que deu mais sentido a tudo. Quando dói é o alerta necessário para fazer diferente, olhar para dentro, descobrir e redescobrir luzes novas um dia-a-dia diferente.
O que mais me marcou foi saber-me amada pela minha mãe. Parece óbvio não é? Toda gente se sabe amado por uma mãe. Eu não tinha essa certeza, pelo contrário vivia nessa insegurança. Sou a terceira, depois da minha irmã mais velha que nasceu com um problema grave de visão, e dois que estão no céu. Sobrevivi a uma cesariana e a dois quilos de gente e a uma meningite. A minha mãe sempre me viu forte, como se nunca fosse necessária para mim, mal sabia ela o que eu sofria com a falta dela. Percebemos as duas, eu que ela gostava de mim só o manifestava de forma diferente, ela que me fazia muita falta.
Relembro sempre que só seremos bons para os demais se formos bons conosco.
Obrigada, obrigada, obrigada a todos os que me ajudam a ser melhor pessoa, melhor filha, melhor amiga, melhor mulher - sinto me muito feliz por ter gente muito boa na minha vida, percebi que não são muitos mas são mesmo espectaculares.
Continuamos juntos em 2019, só peço saúde e vontade para continuar à procura da melhor versão, o resto eu sei que chega tudo sempre no momento certo. Sem planos para te receber querido ano, conto com as tuas surpresas.
P.S. Prometo escrever mais no blogue, prometo esforçar-me por ter mais luz e por isso partilhá-la com os demais.
sábado, 24 de novembro de 2018
De Outra Vida, para Aqui
Foi há três anos.
De vez em quando gosto de lá ir, espreitar pela porta do postigo, como quem vê quem é e quem foi, onde esteve e onde está.
Olho-te. Emociono-me contigo. És mesmo uma miúda que aprendeu a ser forte!
Lembro-me do que trazia vestido, lembro me das horas - cerca das sete da tarde, era outono e era de noite escura. Cheguei atrasada. (30 anos atrasada até chegares a ti).
(Quer dizer... de vez em quando ainda te esqueces dos trabalhos de casa, levas recado na caderneta, vais até ao postigo e voltas a andar na linha)
Mesmo saindo do trilho tens iluminado as tuas sombras e feito por ti.
Trazias o vestido azul de balão, o cabelo preto como devia andar o teu pulmão - quando fumavas um cigarro a seguir ao outro em jejum pela noite fora.
Hoje, jejum só na caminhada e preto só o tinto - a tua qualidade de vida aumentou.
A maior disse-te "Andou num barco em mar alto e à deriva. Leva-se muita pancada, o que está aí é isso." - depois de ter perguntado se estava doente.
Tenho sido um marinheiro aplicado e governado o barco como nunca, até então.
No outro dia contava-lhe que tinha encontrado uma pessoa desse tempo de há três anos atrás, perguntou-me o que tinha sentido - disse-lhe que reconhecia como uma personagem que fez parte da história.
" Como se fosse de outra vida?"
- Sim, como se fosse de outra vida. Antes de chegar aqui.
terça-feira, 23 de outubro de 2018
Entre o Cais e a Barqueta
Trago isto para escrever desde as férias no Algarve mais bonito que conheço.
Nas Cabanas que pelo segundo ano decido habitar durante uma semana.
A semana do areal comprido, da água transparente e da barqueta necessária.
Para muitos a barqueta pode ser empecilho que nem uma dor nas costas, para mim é e foi oportunidade de luz no dia-a-dia.
Aquando da entrada na barqueta - "Sabe porque é que balança? Quanto mais tempo demora a decidir mais ele oscila e mais perigo corre em cair à água..."
Quanto cheguei à outra margem da Ria Formosa, saí sem pestanejar, numa pegada só que nem um penalty de medronho e, disse-lhe: "Tire me aí uma fotografia que isto vai dar um texto do caraças."
Naqueles cinco minutos entre margens pensei em como as indecisões e os seus tempos nos fazem tremer e balançar e quantas vezes caímos à água... esperar que decidam por nós, esperar que o barco pare de tremer, quando o destino do barco é o iceberg ou afundar.
O salto para o cais ou para dentro daquele ou de outro barco é nosso. Então do que dependemos mais? Se não da nossa decisão livre, que pode até ser de cair à água mas foi porque quisemos e não porque afundamos com o barco.
P.S. Sempre que penso em escrever sobre uma luz no dia-a-dia encontramo-nos muitas vezes até chegar ao blogue, encontrei isto escrito numa estação de comboios e achei que fazia sentido terminar assim: "Enquanto vais e vens, ainda tens tempo para me agarrar aqui. e enquanto vais, eu já fui e voltei e tu ficaste a pensar... eu nem pensei, fui."
domingo, 29 de julho de 2018
A história da flor M. que deixou o jardim MAIS
Chegaste na primavera como uma flor, a um jardim em reconstrução.
Comuniquei aos meus jardineiros residentes a decisão de te receber. Eles, jardineiros de todos os canteiros não concordaram.
A minha jardineira especialista em ervas daninhas perguntou se havia limite à permanência da flor - disse-lhe que não - mesmo em reconstrução e depois da intempérie continuava a ser um jardim de portão escancarado.
Todos duvidaram. Disse-lhes que o jardim era meu e assumia o risco. A responsabilidade era minha e por isso também fui eu que colhi os frutos da estadia da flor.
Mais de dois anos a morar no jardim do meu coração.
A flor que perfumou todos os lugares dele, criou raízes e pétalas que sempre que necessárias curaram e expulsaram as ervas daninhas do medo e das crenças que até então obstavam a que o jardim crescesse livre.
A flor que ensinou muito o jardim a amar e a saber-se amado e a entender que o amor dos seus é sempre seguro - Aconteça o que acontecer. Ensinou que o jardim não precisa de ser perfeito pois mesmo que ele tenha silvas e mato para ser desbravado a flor não o abandona.
A flor M. deixou o jardim mais risonho, mais corajoso, mais bonito, mais arrumado, mais limpo, mais descomplicado, mais malcriado, mais livre e por isso muito muito mais feliz.
Esta flor M. está prestes a morar noutro lugar mas será sempre deste jardim.
O jardim terá uma vida inteira de gratidão e saudade da flor M. Mais só que é ainda mais pela sua estadia que é agora mais capaz de se reinventar longe da sua flor.
Comuniquei aos meus jardineiros residentes a decisão de te receber. Eles, jardineiros de todos os canteiros não concordaram.
A minha jardineira especialista em ervas daninhas perguntou se havia limite à permanência da flor - disse-lhe que não - mesmo em reconstrução e depois da intempérie continuava a ser um jardim de portão escancarado.
Todos duvidaram. Disse-lhes que o jardim era meu e assumia o risco. A responsabilidade era minha e por isso também fui eu que colhi os frutos da estadia da flor.
Mais de dois anos a morar no jardim do meu coração.
A flor que perfumou todos os lugares dele, criou raízes e pétalas que sempre que necessárias curaram e expulsaram as ervas daninhas do medo e das crenças que até então obstavam a que o jardim crescesse livre.
A flor que ensinou muito o jardim a amar e a saber-se amado e a entender que o amor dos seus é sempre seguro - Aconteça o que acontecer. Ensinou que o jardim não precisa de ser perfeito pois mesmo que ele tenha silvas e mato para ser desbravado a flor não o abandona.
A flor M. deixou o jardim mais risonho, mais corajoso, mais bonito, mais arrumado, mais limpo, mais descomplicado, mais malcriado, mais livre e por isso muito muito mais feliz.
Esta flor M. está prestes a morar noutro lugar mas será sempre deste jardim.
O jardim terá uma vida inteira de gratidão e saudade da flor M. Mais só que é ainda mais pela sua estadia que é agora mais capaz de se reinventar longe da sua flor.
quarta-feira, 30 de maio de 2018
Digital vs Real
Na segunda-feira ligaram-me do grupo impresa.
O jornal Expresso faz 45 anos - e, estavam a oferecer uma campanha para adquirir o referido jornal em formato digital. Ouvi. (Oiço sempre com muita atenção a malta dos inquéritos - durante o meu inicio de vida completei a minha primeira fase de estágio com Recenseamento Agrícola, Censos, Inquéritos ao consumo por isso se há malta que respeito é com as dos inquéritos!!!)
Declinei. A minha colega interrogou-me - tinha dado 8 na avaliação e dizia comprar regularmente - no entanto, declinava esta oportunidade. Dei-lhe a ler que prefiro o formato papel mesmo que o formato A3 seja trabalhoso. Não expressou empatia à minha resistência online.
Hoje entrei na minha livraria preferida. Recebia-me com as flores campestres da imagem que perfumaram ainda mais aquele momento com o aroma forte de uma estória de verdade. (o mar preenche-me a sede de infinito mas é o campo que tem as minhas raízes livres).
Posso fotografar as flores? Sim. Levará a fotografia e o perfume continuará comigo.
Falámos de António Lobo Antunes e deixei A Mancha Humana do Philip Roth encomendado. (é o escritor preferido da minha escritora preferido e quero estar on)
Gosto sempre da forma como o J. me atende, na bondade do seu olhar azul infinito, no na calma da sua voz e na amabilidade e atenção que responde a todas as minhas inquietações literárias.
A propósito da minha encomenda, questionei se já tinha lido. Respondeu-me dentro da verdade real - É um livro inacabado. Nunca o vou acabar de ler. Era o livro que estava a ler quando a minha mulher morreu. Ela ia mais à frente. Íamos alternando a leitura.
Espero que a minha colega dos inquéritos leia este post e perceba que embora a era pertença ao digital prefiro a leitura real com encontros bonitos feitos de luz e sombra pertença de lugares como este feitos de pessoas de amor que sossegam qualquer dor.
O jornal Expresso faz 45 anos - e, estavam a oferecer uma campanha para adquirir o referido jornal em formato digital. Ouvi. (Oiço sempre com muita atenção a malta dos inquéritos - durante o meu inicio de vida completei a minha primeira fase de estágio com Recenseamento Agrícola, Censos, Inquéritos ao consumo por isso se há malta que respeito é com as dos inquéritos!!!)
Declinei. A minha colega interrogou-me - tinha dado 8 na avaliação e dizia comprar regularmente - no entanto, declinava esta oportunidade. Dei-lhe a ler que prefiro o formato papel mesmo que o formato A3 seja trabalhoso. Não expressou empatia à minha resistência online.
Hoje entrei na minha livraria preferida. Recebia-me com as flores campestres da imagem que perfumaram ainda mais aquele momento com o aroma forte de uma estória de verdade. (o mar preenche-me a sede de infinito mas é o campo que tem as minhas raízes livres).
Posso fotografar as flores? Sim. Levará a fotografia e o perfume continuará comigo.
Falámos de António Lobo Antunes e deixei A Mancha Humana do Philip Roth encomendado. (é o escritor preferido da minha escritora preferido e quero estar on)
Gosto sempre da forma como o J. me atende, na bondade do seu olhar azul infinito, no na calma da sua voz e na amabilidade e atenção que responde a todas as minhas inquietações literárias.
A propósito da minha encomenda, questionei se já tinha lido. Respondeu-me dentro da verdade real - É um livro inacabado. Nunca o vou acabar de ler. Era o livro que estava a ler quando a minha mulher morreu. Ela ia mais à frente. Íamos alternando a leitura.
Espero que a minha colega dos inquéritos leia este post e perceba que embora a era pertença ao digital prefiro a leitura real com encontros bonitos feitos de luz e sombra pertença de lugares como este feitos de pessoas de amor que sossegam qualquer dor.
quinta-feira, 24 de maio de 2018
Luz Principiante
Não sei se alguém já esteve num hotel sozinho.
Eu nunca tinha estado e quis passar por essa experiência.
A semana tinha sido vivida ao minuto.
Quatro julgamentos, reuniões, acordos, pessoas novas, festejar aniversários de pessoas luz, preparar o dia do pai e de vida da minha Cátia capaz.
Pensei: "Se sobreviveres a esta semana - mereces o céu, o da terra - e tive.
Descompliquei. Desapeguei. E fui. E estou.
Encontrei um lugar com a minha cara e com o meu nome e que podia ser meu - luz houses.
E aqui há tanto de luz no dia-a-dia.
Porque este blogue é feito de uma luz nova que vem de dentro para fora e que encontra nas pessoas, nas do passado e do presente, nos lugares antigos e novos, nas experiências do passado e nas que virão - um ponto de luz - que me leva a cada dia ao melhor de mim. E isto dá-me uma alegria sem fim.
Se pudesse guardava-a no congelador para lá voltar e comer uma colher ou lambuzar-me com a caixa!
Eu nunca tinha estado e quis passar por essa experiência.
A semana tinha sido vivida ao minuto.
Quatro julgamentos, reuniões, acordos, pessoas novas, festejar aniversários de pessoas luz, preparar o dia do pai e de vida da minha Cátia capaz.
Pensei: "Se sobreviveres a esta semana - mereces o céu, o da terra - e tive.
Descompliquei. Desapeguei. E fui. E estou.
Encontrei um lugar com a minha cara e com o meu nome e que podia ser meu - luz houses.
E aqui há tanto de luz no dia-a-dia.
Porque este blogue é feito de uma luz nova que vem de dentro para fora e que encontra nas pessoas, nas do passado e do presente, nos lugares antigos e novos, nas experiências do passado e nas que virão - um ponto de luz - que me leva a cada dia ao melhor de mim. E isto dá-me uma alegria sem fim.
Se pudesse guardava-a no congelador para lá voltar e comer uma colher ou lambuzar-me com a caixa!
terça-feira, 1 de maio de 2018
A minha terça comprometida
Demorou. Houve sacrifício de todos e todos conseguimos.
À terça das 19h às 20h eu estou comprometida com eles.
Com as minhas meio crianças, meio adolescentes, meio adultos, inteiros amores meus. Todos.
Tão diferentes e tão bonitos e tão meus. Mesmo quando me zango. Ás vezes é preciso, é necessário.
No outro dia o tema foi o compromisso. Cada um falou com o que estava comprometido.
Vólei, ginástica, escola, escuteiros, futsal, terapia...
Perguntei o que implicava cada uma destas actividades.
Eles foram criativos e assertivos e disseram o que implicava ser comprometido....
- Tempo;
- Vida Social;
- Evolução;
- Ensino dos outros;
- Sacrifício em detrimento do conforto;
- Sofrimento;
- Dinheiro;
- Assiduidade;
- Descanso;
- Estudo;
- Aprendizagem;
- Pontualidade;
- Ajuda;
Caso ainda continuem comprometidos, estas podem ser dicas importantes a cultivar, caso faltem.
No fim perguntei-lhes: "Vale apena sermos pessoas comprometidas?"
Foram unânimes em dizer que sim. Acrescentaram: "é quando somos comprometidos que nos superamos e fazemos coisas que nunca tínhamos pensado.
Minhas luzinhas de terça-feira, do dia-a-dia e da vida toda. Obrigada. Sempre.
À terça das 19h às 20h eu estou comprometida com eles.
Com as minhas meio crianças, meio adolescentes, meio adultos, inteiros amores meus. Todos.
Tão diferentes e tão bonitos e tão meus. Mesmo quando me zango. Ás vezes é preciso, é necessário.
No outro dia o tema foi o compromisso. Cada um falou com o que estava comprometido.
Vólei, ginástica, escola, escuteiros, futsal, terapia...
Perguntei o que implicava cada uma destas actividades.
Eles foram criativos e assertivos e disseram o que implicava ser comprometido....
- Tempo;
- Vida Social;
- Evolução;
- Ensino dos outros;
- Sacrifício em detrimento do conforto;
- Sofrimento;
- Dinheiro;
- Assiduidade;
- Descanso;
- Estudo;
- Aprendizagem;
- Pontualidade;
- Ajuda;
Caso ainda continuem comprometidos, estas podem ser dicas importantes a cultivar, caso faltem.
No fim perguntei-lhes: "Vale apena sermos pessoas comprometidas?"
Foram unânimes em dizer que sim. Acrescentaram: "é quando somos comprometidos que nos superamos e fazemos coisas que nunca tínhamos pensado.
Minhas luzinhas de terça-feira, do dia-a-dia e da vida toda. Obrigada. Sempre.
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
Gosto muito de fazer anos!
Sempre gostei de fazer anos. E acho que vou gostar sempre.
As datas são importantes. Marcam um tempo. Um princípio, um fim, um recomeço, uma paragem.
Fazer anos é celebrar o nosso tempo de vida. Que se espera que seja longo mas que não se sabe se vai ser ou não.
Um dia conto-vos porquê, por hora quero dizer que desde há três anos para cá que costumo começar algo de novo pelo meu aniversário. E,é incrível o que cada coisa que iniciei me trouxe: amigos, experiências, superação, mudança...
No primeiro ano comecei a fazer desporto. Tive o meu primeiro treino acompanhado pelo Gonçalo. Foi ele que me passou este gosto que tenho por treinar e por me superar em cada treino. (Hoje quando levantei a barra com 82Kg no deadlift, lembrei-me tanto de ti)
Através do desporto fiz amigos, tive clientes, perdi peso, superei-me. O desporto não preenche qualquer vazio em mim, inspira-me a ser uma pessoa melhor.
No segundo ano comecei a correr. Este ano já corri mais de 12 km sem parar. Ainda não sou muito rápida, ainda assim a Inês Margarida não me deixa mentir e sabe que não desisto e vou até ao fim, mesmo já tendo sido a última a cortar a meta! O que me trouxeram as corridas? Mais pessoas, mais luz sobre o meu olhar, mais superação e lugares bonitos.
Este ano não sabia o que iniciar tal como não sabia como havia de festejar mais um aniversário!
Pensei em viajar lá fora ou cá dentro e seria dois em um. Nada se proporcionou assim. Parei e
deixei a vida ou melhor os meus amigos fazerem por mim - não é fácil confiar a nossa vida na mão de terceiros e confiar que façam por nós, eu que o diga!!!
E de mãos dadas os festejos e os trilhos (sim, é o que vou iniciar este ano!) surgiram de forma inesperada.
E é assim que quero que seja este 33 e a vida toda que nem um trilho, ou seja, que saiba desfrutar das paisagens e dos lugares bonitos que forem aparecendo, que tenha força para caminhar na aridez do caminho de areia, que saiba parar e retemperar forças quando necessário e nunca perder a rota que me leva ao melhor de mim - o meu destino.
As datas são importantes. Marcam um tempo. Um princípio, um fim, um recomeço, uma paragem.
Fazer anos é celebrar o nosso tempo de vida. Que se espera que seja longo mas que não se sabe se vai ser ou não.
Um dia conto-vos porquê, por hora quero dizer que desde há três anos para cá que costumo começar algo de novo pelo meu aniversário. E,é incrível o que cada coisa que iniciei me trouxe: amigos, experiências, superação, mudança...
No primeiro ano comecei a fazer desporto. Tive o meu primeiro treino acompanhado pelo Gonçalo. Foi ele que me passou este gosto que tenho por treinar e por me superar em cada treino. (Hoje quando levantei a barra com 82Kg no deadlift, lembrei-me tanto de ti)
Através do desporto fiz amigos, tive clientes, perdi peso, superei-me. O desporto não preenche qualquer vazio em mim, inspira-me a ser uma pessoa melhor.
No segundo ano comecei a correr. Este ano já corri mais de 12 km sem parar. Ainda não sou muito rápida, ainda assim a Inês Margarida não me deixa mentir e sabe que não desisto e vou até ao fim, mesmo já tendo sido a última a cortar a meta! O que me trouxeram as corridas? Mais pessoas, mais luz sobre o meu olhar, mais superação e lugares bonitos.
Este ano não sabia o que iniciar tal como não sabia como havia de festejar mais um aniversário!
Pensei em viajar lá fora ou cá dentro e seria dois em um. Nada se proporcionou assim. Parei e
deixei a vida ou melhor os meus amigos fazerem por mim - não é fácil confiar a nossa vida na mão de terceiros e confiar que façam por nós, eu que o diga!!!
E de mãos dadas os festejos e os trilhos (sim, é o que vou iniciar este ano!) surgiram de forma inesperada.
E é assim que quero que seja este 33 e a vida toda que nem um trilho, ou seja, que saiba desfrutar das paisagens e dos lugares bonitos que forem aparecendo, que tenha força para caminhar na aridez do caminho de areia, que saiba parar e retemperar forças quando necessário e nunca perder a rota que me leva ao melhor de mim - o meu destino.
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
É VERO!
Faz hoje seis anos que a minha avó foi para o céu - Hoje soube disso.
Fui à missa pela manhã, enquanto olhava para o altar falava com Jesus - perguntava-lhe se a minha avózinha estaria no céu, se existiria céu...
Foi então que reparei nas flores que estavam no altar - eram rosas - para mim era a resposta à pergunta se a minha avó Rosa estaria no céu.
Gosto sempre de imaginar a minha chegada ao céu como a chegada dos tanques americanos no filme A Vida é Bela e exclamar como o Josué, é vero!!!!
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
Aconteça o que acontecer 2018 já tens tanta luz
Estou tão feliz.
Um dos meus melhores amigos disse-me há pouco que vai ser pai.
É uma alegria que emociona.
É uma luz que me acende no peito e que me queima os olhos nas lágrimas que caem de emoção.
A sorte grande dessa criança em vos ter como pais.
A minha sorte grande em ser mais uma vez a tia Luz!
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
COMPROMISSO
Este é o primeiro post de 2018.
Fizemos dois anos, eu, o blogue e as pessoas que cá vivem e as que por cá passam e as que chegam e aquelas que irão chegar neste ano novo.
Há as pessoas de sempre, as que acompanham o blogue desde o dia 6 de Janeiro de 2016, como se de uma luz de presença se tratassem, há as que chegam e que me enchem com uma luz novidade e há as que cá moram e que foram mote para tantos textos, de tanta luz de dia-a-dia - muitas nem se dão conta.
Ontem a Maior dizia-me: "O sucesso do que iniciámos a 18 de Novembro de 2015, resulta da Maria se ter comprometido."
Eu como é hábito (a minha Pilar detesta) respondi em tom de brincadeira, "deve ter sido o único compromisso que assumi, fazer por mim o que passei tantos anos a fazer pelos outros" - (tentar muda-los)
Penso nas resoluções de ano novo que cada um terá tomado, como dizia bumba da fofinha, muitas delas serão as mesmas de 2017, 2016, 2015....por aí...
E o que falta? E o que te falta? E o que me falta?
O que te falta para deixares finalmente de fumar? O que te falta para finalmente mudares de trabalho? O que te falta para finalmente começares a fazer exercício? O que te falta para finalmente perderes o peso que tens a mais? O que te falta para finalmente pedires a tua mulher em casamento? ...
Resposta: Compromisso. Compromete-te contigo. E depois? Põe os meios, sejam eles físicos, mentais, monetários, pede ajuda de amigos, profissionais...
E no dia em que falhares? Em que chega o dia 10 de Janeiro e ainda fumas aquele cigarro às escondidas, ainda não tiveste coragem para ter aquela conversa com chefe a pedir o aumento, ainda não te inscreveste no ginásio ou nem compraste o anel -, nesse dia nunca digas perdido por 100 perdido por mil, não desistas! Dá um abraço a ti mesmo, perdoa-te, não sejas duro contigo - só que não desistas e volta novamente a empregar todos os meios no teu compromisso, seja ele qual for.
Que nos comprometamos e não deixemos que 2018 fique comprometido por falta de compromisso!
Fizemos dois anos, eu, o blogue e as pessoas que cá vivem e as que por cá passam e as que chegam e aquelas que irão chegar neste ano novo.
Há as pessoas de sempre, as que acompanham o blogue desde o dia 6 de Janeiro de 2016, como se de uma luz de presença se tratassem, há as que chegam e que me enchem com uma luz novidade e há as que cá moram e que foram mote para tantos textos, de tanta luz de dia-a-dia - muitas nem se dão conta.
Ontem a Maior dizia-me: "O sucesso do que iniciámos a 18 de Novembro de 2015, resulta da Maria se ter comprometido."
Eu como é hábito (a minha Pilar detesta) respondi em tom de brincadeira, "deve ter sido o único compromisso que assumi, fazer por mim o que passei tantos anos a fazer pelos outros" - (tentar muda-los)
Penso nas resoluções de ano novo que cada um terá tomado, como dizia bumba da fofinha, muitas delas serão as mesmas de 2017, 2016, 2015....por aí...
E o que falta? E o que te falta? E o que me falta?
O que te falta para deixares finalmente de fumar? O que te falta para finalmente mudares de trabalho? O que te falta para finalmente começares a fazer exercício? O que te falta para finalmente perderes o peso que tens a mais? O que te falta para finalmente pedires a tua mulher em casamento? ...
Resposta: Compromisso. Compromete-te contigo. E depois? Põe os meios, sejam eles físicos, mentais, monetários, pede ajuda de amigos, profissionais...
E no dia em que falhares? Em que chega o dia 10 de Janeiro e ainda fumas aquele cigarro às escondidas, ainda não tiveste coragem para ter aquela conversa com chefe a pedir o aumento, ainda não te inscreveste no ginásio ou nem compraste o anel -, nesse dia nunca digas perdido por 100 perdido por mil, não desistas! Dá um abraço a ti mesmo, perdoa-te, não sejas duro contigo - só que não desistas e volta novamente a empregar todos os meios no teu compromisso, seja ele qual for.
Que nos comprometamos e não deixemos que 2018 fique comprometido por falta de compromisso!
sábado, 30 de dezembro de 2017
2017, foste incrível. Obrigada.
Gosto de olhar para o meu ano, olhando para o meu blogue.
Embora ele tenha tanta das minhas luzes de cada dia, há tanta luz que lhe é impossível chegar.
Foi um ano em que tentei sair da minha zona de conforto - e, - saí.
Janeiro este blogue querido fez um ano e a minha Pilar 9 e fomos juntas festejar tudo a Londres, uma cidade encantadora e cosmopolita e sempre recomendável. ("Londres é sempre uma boa ideia")
Fevereiro o mês festa, o mês vida, o mês do meu ano novo. Começa a ser tradição começar algo novo, este ano comecei a correr e, em Dezembro já fiz 10 km.
Março conheci o amor reparador, mesmo sabendo que não era para sempre, foi isso mesmo. Reparador.
Abril escrevi o post mais lido de todos, lido por 3817 pessoas!!!! Obrigada pela inspiração Sr da Padaria Portuguesa «Só não pode se não quiser». Em abril fui a São Miguel, um dos sítios mais bonitos onde já estive na vida.
Maio mês mãe e recebemos o nosso amado Papa Francisco. E nós fomos ter com ele a Fátima.
Junho fui madrinha da minha doce Joana que já se casou, de quem tenho saudades e orgulho. E como estava bonita.
Julho saltei a 4500 metros de altura - confesso que gostei mais do que reclamei quando os meus queridos amigos me ofereceram em Fevereiro. Fui à quente e bonita Sevilha e perdi-me de vista na história da charmosa Ronda.
Agosto foi agridoce. Descobri o lugar mais bonito do Algarve, Cabanas de Tavira, saltei para o Pego do Inferno. Obrigatório ir à Noémia e Jerónimo e ao Gilão.
Setembro casou os meus R & R, agora Teixeira Agostinho. Senti neste mês ainda mais o amor dos meus. E fomos os quatro a Monsaraz festejar 38 anos intensos de casamento dos meus queridos pais.
Outubro começou da melhor forma, conheci a Sofia fé, a pessoa que melhor faz uso do verbo acreditar. Casou a flor mais bonita, agora flor árvore. Fiz um workshop na academia do às 9.
Novembro festejei dois anos desta viagem que comecei a fazer em modo prego a fundo para dentro. Minha querida Dra Mariana Magalhães todos os dias são bons para lhe dizer: obrigada.
Dezembro amor ainda aí estás. E já és o mês pedido de desculpas, o mês zanga, o mês empatia, o mês reparação, o mês festa.
Não peço nada. Aprendi a confiar. E tenho a certeza que o que virá será melhor que qualquer pedido que posso fazer.
Agradeço muito. Muito mesmo este ano.
Agradeço a estas pessoas luz que chegaram em 2017, David, Mária, André, Grandes, Pincho, Cármen, Agostinhos, Joana Grilo...
Agradeço aos de sempre, as minhas famílias que amo tanto, Faria Carmo, Dias Silva, Vacas Cabanejo, Grandes.
Agradeço tanto a minha Marta que partilha a vida comigo, minha luz de todos os dias.
Agradeço a minha Cátia por ser sempre a luz certa de todas as horas. Que 2018 seja a família Veríssimo Ruivo...ah!!!ah!!!
Agradeço à minha Susana por tantos momentos partilhados e gargalhadas e pequenos almoços. ah! ah!
Agradeço às minhas babes a amizade. Sinto sempre que a relação com cada uma melhora cada ano que passa.
Agradeço aos melhores amigos, o Tiago o melhor amigo e melhor advogado do mundo e ao meu Joaquim do amor sem fim. Obrigada por estarem cá sempre sempre para mim. Por fazerem do longe perto.
Agradeço mesmo a todos mesmo que não refira nomes, obrigada por terem partilhado este ano comigo, o tempo é um tesouro e passa tão rápido, há que aproveita-lo da melhor forma e na nossa melhor versão.
Este foi um ano tão bom e tão cheio que não posso deixar de agradecer a mim por ser assim: imperfeita e forte e feliz e focada nesta viagem que iniciei em Novembro e não mais parei e não irei parar. Podes vir 2018 já tenho a mochila às costas para continuar a viagem tendo sempre como destino a melhor versão de mim indo em busca de cada luz de dia-a-dia.
Embora ele tenha tanta das minhas luzes de cada dia, há tanta luz que lhe é impossível chegar.
Foi um ano em que tentei sair da minha zona de conforto - e, - saí.
Janeiro este blogue querido fez um ano e a minha Pilar 9 e fomos juntas festejar tudo a Londres, uma cidade encantadora e cosmopolita e sempre recomendável. ("Londres é sempre uma boa ideia")
Fevereiro o mês festa, o mês vida, o mês do meu ano novo. Começa a ser tradição começar algo novo, este ano comecei a correr e, em Dezembro já fiz 10 km.
Março conheci o amor reparador, mesmo sabendo que não era para sempre, foi isso mesmo. Reparador.
Abril escrevi o post mais lido de todos, lido por 3817 pessoas!!!! Obrigada pela inspiração Sr da Padaria Portuguesa «Só não pode se não quiser». Em abril fui a São Miguel, um dos sítios mais bonitos onde já estive na vida.
Maio mês mãe e recebemos o nosso amado Papa Francisco. E nós fomos ter com ele a Fátima.
Junho fui madrinha da minha doce Joana que já se casou, de quem tenho saudades e orgulho. E como estava bonita.
Julho saltei a 4500 metros de altura - confesso que gostei mais do que reclamei quando os meus queridos amigos me ofereceram em Fevereiro. Fui à quente e bonita Sevilha e perdi-me de vista na história da charmosa Ronda.
Agosto foi agridoce. Descobri o lugar mais bonito do Algarve, Cabanas de Tavira, saltei para o Pego do Inferno. Obrigatório ir à Noémia e Jerónimo e ao Gilão.
Setembro casou os meus R & R, agora Teixeira Agostinho. Senti neste mês ainda mais o amor dos meus. E fomos os quatro a Monsaraz festejar 38 anos intensos de casamento dos meus queridos pais.
Outubro começou da melhor forma, conheci a Sofia fé, a pessoa que melhor faz uso do verbo acreditar. Casou a flor mais bonita, agora flor árvore. Fiz um workshop na academia do às 9.
Novembro festejei dois anos desta viagem que comecei a fazer em modo prego a fundo para dentro. Minha querida Dra Mariana Magalhães todos os dias são bons para lhe dizer: obrigada.
Dezembro amor ainda aí estás. E já és o mês pedido de desculpas, o mês zanga, o mês empatia, o mês reparação, o mês festa.
Não peço nada. Aprendi a confiar. E tenho a certeza que o que virá será melhor que qualquer pedido que posso fazer.
Agradeço muito. Muito mesmo este ano.
Agradeço a estas pessoas luz que chegaram em 2017, David, Mária, André, Grandes, Pincho, Cármen, Agostinhos, Joana Grilo...
Agradeço aos de sempre, as minhas famílias que amo tanto, Faria Carmo, Dias Silva, Vacas Cabanejo, Grandes.
Agradeço tanto a minha Marta que partilha a vida comigo, minha luz de todos os dias.
Agradeço a minha Cátia por ser sempre a luz certa de todas as horas. Que 2018 seja a família Veríssimo Ruivo...ah!!!ah!!!
Agradeço à minha Susana por tantos momentos partilhados e gargalhadas e pequenos almoços. ah! ah!
Agradeço às minhas babes a amizade. Sinto sempre que a relação com cada uma melhora cada ano que passa.
Agradeço aos melhores amigos, o Tiago o melhor amigo e melhor advogado do mundo e ao meu Joaquim do amor sem fim. Obrigada por estarem cá sempre sempre para mim. Por fazerem do longe perto.
Agradeço mesmo a todos mesmo que não refira nomes, obrigada por terem partilhado este ano comigo, o tempo é um tesouro e passa tão rápido, há que aproveita-lo da melhor forma e na nossa melhor versão.
Este foi um ano tão bom e tão cheio que não posso deixar de agradecer a mim por ser assim: imperfeita e forte e feliz e focada nesta viagem que iniciei em Novembro e não mais parei e não irei parar. Podes vir 2018 já tenho a mochila às costas para continuar a viagem tendo sempre como destino a melhor versão de mim indo em busca de cada luz de dia-a-dia.
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