sábado, 24 de novembro de 2018
De Outra Vida, para Aqui
Foi há três anos.
De vez em quando gosto de lá ir, espreitar pela porta do postigo, como quem vê quem é e quem foi, onde esteve e onde está.
Olho-te. Emociono-me contigo. És mesmo uma miúda que aprendeu a ser forte!
Lembro-me do que trazia vestido, lembro me das horas - cerca das sete da tarde, era outono e era de noite escura. Cheguei atrasada. (30 anos atrasada até chegares a ti).
(Quer dizer... de vez em quando ainda te esqueces dos trabalhos de casa, levas recado na caderneta, vais até ao postigo e voltas a andar na linha)
Mesmo saindo do trilho tens iluminado as tuas sombras e feito por ti.
Trazias o vestido azul de balão, o cabelo preto como devia andar o teu pulmão - quando fumavas um cigarro a seguir ao outro em jejum pela noite fora.
Hoje, jejum só na caminhada e preto só o tinto - a tua qualidade de vida aumentou.
A maior disse-te "Andou num barco em mar alto e à deriva. Leva-se muita pancada, o que está aí é isso." - depois de ter perguntado se estava doente.
Tenho sido um marinheiro aplicado e governado o barco como nunca, até então.
No outro dia contava-lhe que tinha encontrado uma pessoa desse tempo de há três anos atrás, perguntou-me o que tinha sentido - disse-lhe que reconhecia como uma personagem que fez parte da história.
" Como se fosse de outra vida?"
- Sim, como se fosse de outra vida. Antes de chegar aqui.
terça-feira, 23 de outubro de 2018
Entre o Cais e a Barqueta
Trago isto para escrever desde as férias no Algarve mais bonito que conheço.
Nas Cabanas que pelo segundo ano decido habitar durante uma semana.
A semana do areal comprido, da água transparente e da barqueta necessária.
Para muitos a barqueta pode ser empecilho que nem uma dor nas costas, para mim é e foi oportunidade de luz no dia-a-dia.
Aquando da entrada na barqueta - "Sabe porque é que balança? Quanto mais tempo demora a decidir mais ele oscila e mais perigo corre em cair à água..."
Quanto cheguei à outra margem da Ria Formosa, saí sem pestanejar, numa pegada só que nem um penalty de medronho e, disse-lhe: "Tire me aí uma fotografia que isto vai dar um texto do caraças."
Naqueles cinco minutos entre margens pensei em como as indecisões e os seus tempos nos fazem tremer e balançar e quantas vezes caímos à água... esperar que decidam por nós, esperar que o barco pare de tremer, quando o destino do barco é o iceberg ou afundar.
O salto para o cais ou para dentro daquele ou de outro barco é nosso. Então do que dependemos mais? Se não da nossa decisão livre, que pode até ser de cair à água mas foi porque quisemos e não porque afundamos com o barco.
P.S. Sempre que penso em escrever sobre uma luz no dia-a-dia encontramo-nos muitas vezes até chegar ao blogue, encontrei isto escrito numa estação de comboios e achei que fazia sentido terminar assim: "Enquanto vais e vens, ainda tens tempo para me agarrar aqui. e enquanto vais, eu já fui e voltei e tu ficaste a pensar... eu nem pensei, fui."
domingo, 29 de julho de 2018
A história da flor M. que deixou o jardim MAIS
Chegaste na primavera como uma flor, a um jardim em reconstrução.
Comuniquei aos meus jardineiros residentes a decisão de te receber. Eles, jardineiros de todos os canteiros não concordaram.
A minha jardineira especialista em ervas daninhas perguntou se havia limite à permanência da flor - disse-lhe que não - mesmo em reconstrução e depois da intempérie continuava a ser um jardim de portão escancarado.
Todos duvidaram. Disse-lhes que o jardim era meu e assumia o risco. A responsabilidade era minha e por isso também fui eu que colhi os frutos da estadia da flor.
Mais de dois anos a morar no jardim do meu coração.
A flor que perfumou todos os lugares dele, criou raízes e pétalas que sempre que necessárias curaram e expulsaram as ervas daninhas do medo e das crenças que até então obstavam a que o jardim crescesse livre.
A flor que ensinou muito o jardim a amar e a saber-se amado e a entender que o amor dos seus é sempre seguro - Aconteça o que acontecer. Ensinou que o jardim não precisa de ser perfeito pois mesmo que ele tenha silvas e mato para ser desbravado a flor não o abandona.
A flor M. deixou o jardim mais risonho, mais corajoso, mais bonito, mais arrumado, mais limpo, mais descomplicado, mais malcriado, mais livre e por isso muito muito mais feliz.
Esta flor M. está prestes a morar noutro lugar mas será sempre deste jardim.
O jardim terá uma vida inteira de gratidão e saudade da flor M. Mais só que é ainda mais pela sua estadia que é agora mais capaz de se reinventar longe da sua flor.
Comuniquei aos meus jardineiros residentes a decisão de te receber. Eles, jardineiros de todos os canteiros não concordaram.
A minha jardineira especialista em ervas daninhas perguntou se havia limite à permanência da flor - disse-lhe que não - mesmo em reconstrução e depois da intempérie continuava a ser um jardim de portão escancarado.
Todos duvidaram. Disse-lhes que o jardim era meu e assumia o risco. A responsabilidade era minha e por isso também fui eu que colhi os frutos da estadia da flor.
Mais de dois anos a morar no jardim do meu coração.
A flor que perfumou todos os lugares dele, criou raízes e pétalas que sempre que necessárias curaram e expulsaram as ervas daninhas do medo e das crenças que até então obstavam a que o jardim crescesse livre.
A flor que ensinou muito o jardim a amar e a saber-se amado e a entender que o amor dos seus é sempre seguro - Aconteça o que acontecer. Ensinou que o jardim não precisa de ser perfeito pois mesmo que ele tenha silvas e mato para ser desbravado a flor não o abandona.
A flor M. deixou o jardim mais risonho, mais corajoso, mais bonito, mais arrumado, mais limpo, mais descomplicado, mais malcriado, mais livre e por isso muito muito mais feliz.
Esta flor M. está prestes a morar noutro lugar mas será sempre deste jardim.
O jardim terá uma vida inteira de gratidão e saudade da flor M. Mais só que é ainda mais pela sua estadia que é agora mais capaz de se reinventar longe da sua flor.
quarta-feira, 30 de maio de 2018
Digital vs Real
Na segunda-feira ligaram-me do grupo impresa.
O jornal Expresso faz 45 anos - e, estavam a oferecer uma campanha para adquirir o referido jornal em formato digital. Ouvi. (Oiço sempre com muita atenção a malta dos inquéritos - durante o meu inicio de vida completei a minha primeira fase de estágio com Recenseamento Agrícola, Censos, Inquéritos ao consumo por isso se há malta que respeito é com as dos inquéritos!!!)
Declinei. A minha colega interrogou-me - tinha dado 8 na avaliação e dizia comprar regularmente - no entanto, declinava esta oportunidade. Dei-lhe a ler que prefiro o formato papel mesmo que o formato A3 seja trabalhoso. Não expressou empatia à minha resistência online.
Hoje entrei na minha livraria preferida. Recebia-me com as flores campestres da imagem que perfumaram ainda mais aquele momento com o aroma forte de uma estória de verdade. (o mar preenche-me a sede de infinito mas é o campo que tem as minhas raízes livres).
Posso fotografar as flores? Sim. Levará a fotografia e o perfume continuará comigo.
Falámos de António Lobo Antunes e deixei A Mancha Humana do Philip Roth encomendado. (é o escritor preferido da minha escritora preferido e quero estar on)
Gosto sempre da forma como o J. me atende, na bondade do seu olhar azul infinito, no na calma da sua voz e na amabilidade e atenção que responde a todas as minhas inquietações literárias.
A propósito da minha encomenda, questionei se já tinha lido. Respondeu-me dentro da verdade real - É um livro inacabado. Nunca o vou acabar de ler. Era o livro que estava a ler quando a minha mulher morreu. Ela ia mais à frente. Íamos alternando a leitura.
Espero que a minha colega dos inquéritos leia este post e perceba que embora a era pertença ao digital prefiro a leitura real com encontros bonitos feitos de luz e sombra pertença de lugares como este feitos de pessoas de amor que sossegam qualquer dor.
O jornal Expresso faz 45 anos - e, estavam a oferecer uma campanha para adquirir o referido jornal em formato digital. Ouvi. (Oiço sempre com muita atenção a malta dos inquéritos - durante o meu inicio de vida completei a minha primeira fase de estágio com Recenseamento Agrícola, Censos, Inquéritos ao consumo por isso se há malta que respeito é com as dos inquéritos!!!)
Declinei. A minha colega interrogou-me - tinha dado 8 na avaliação e dizia comprar regularmente - no entanto, declinava esta oportunidade. Dei-lhe a ler que prefiro o formato papel mesmo que o formato A3 seja trabalhoso. Não expressou empatia à minha resistência online.
Hoje entrei na minha livraria preferida. Recebia-me com as flores campestres da imagem que perfumaram ainda mais aquele momento com o aroma forte de uma estória de verdade. (o mar preenche-me a sede de infinito mas é o campo que tem as minhas raízes livres).
Posso fotografar as flores? Sim. Levará a fotografia e o perfume continuará comigo.
Falámos de António Lobo Antunes e deixei A Mancha Humana do Philip Roth encomendado. (é o escritor preferido da minha escritora preferido e quero estar on)
Gosto sempre da forma como o J. me atende, na bondade do seu olhar azul infinito, no na calma da sua voz e na amabilidade e atenção que responde a todas as minhas inquietações literárias.
A propósito da minha encomenda, questionei se já tinha lido. Respondeu-me dentro da verdade real - É um livro inacabado. Nunca o vou acabar de ler. Era o livro que estava a ler quando a minha mulher morreu. Ela ia mais à frente. Íamos alternando a leitura.
Espero que a minha colega dos inquéritos leia este post e perceba que embora a era pertença ao digital prefiro a leitura real com encontros bonitos feitos de luz e sombra pertença de lugares como este feitos de pessoas de amor que sossegam qualquer dor.
quinta-feira, 24 de maio de 2018
Luz Principiante
Não sei se alguém já esteve num hotel sozinho.
Eu nunca tinha estado e quis passar por essa experiência.
A semana tinha sido vivida ao minuto.
Quatro julgamentos, reuniões, acordos, pessoas novas, festejar aniversários de pessoas luz, preparar o dia do pai e de vida da minha Cátia capaz.
Pensei: "Se sobreviveres a esta semana - mereces o céu, o da terra - e tive.
Descompliquei. Desapeguei. E fui. E estou.
Encontrei um lugar com a minha cara e com o meu nome e que podia ser meu - luz houses.
E aqui há tanto de luz no dia-a-dia.
Porque este blogue é feito de uma luz nova que vem de dentro para fora e que encontra nas pessoas, nas do passado e do presente, nos lugares antigos e novos, nas experiências do passado e nas que virão - um ponto de luz - que me leva a cada dia ao melhor de mim. E isto dá-me uma alegria sem fim.
Se pudesse guardava-a no congelador para lá voltar e comer uma colher ou lambuzar-me com a caixa!
Eu nunca tinha estado e quis passar por essa experiência.
A semana tinha sido vivida ao minuto.
Quatro julgamentos, reuniões, acordos, pessoas novas, festejar aniversários de pessoas luz, preparar o dia do pai e de vida da minha Cátia capaz.
Pensei: "Se sobreviveres a esta semana - mereces o céu, o da terra - e tive.
Descompliquei. Desapeguei. E fui. E estou.
Encontrei um lugar com a minha cara e com o meu nome e que podia ser meu - luz houses.
E aqui há tanto de luz no dia-a-dia.
Porque este blogue é feito de uma luz nova que vem de dentro para fora e que encontra nas pessoas, nas do passado e do presente, nos lugares antigos e novos, nas experiências do passado e nas que virão - um ponto de luz - que me leva a cada dia ao melhor de mim. E isto dá-me uma alegria sem fim.
Se pudesse guardava-a no congelador para lá voltar e comer uma colher ou lambuzar-me com a caixa!
terça-feira, 1 de maio de 2018
A minha terça comprometida
Demorou. Houve sacrifício de todos e todos conseguimos.
À terça das 19h às 20h eu estou comprometida com eles.
Com as minhas meio crianças, meio adolescentes, meio adultos, inteiros amores meus. Todos.
Tão diferentes e tão bonitos e tão meus. Mesmo quando me zango. Ás vezes é preciso, é necessário.
No outro dia o tema foi o compromisso. Cada um falou com o que estava comprometido.
Vólei, ginástica, escola, escuteiros, futsal, terapia...
Perguntei o que implicava cada uma destas actividades.
Eles foram criativos e assertivos e disseram o que implicava ser comprometido....
- Tempo;
- Vida Social;
- Evolução;
- Ensino dos outros;
- Sacrifício em detrimento do conforto;
- Sofrimento;
- Dinheiro;
- Assiduidade;
- Descanso;
- Estudo;
- Aprendizagem;
- Pontualidade;
- Ajuda;
Caso ainda continuem comprometidos, estas podem ser dicas importantes a cultivar, caso faltem.
No fim perguntei-lhes: "Vale apena sermos pessoas comprometidas?"
Foram unânimes em dizer que sim. Acrescentaram: "é quando somos comprometidos que nos superamos e fazemos coisas que nunca tínhamos pensado.
Minhas luzinhas de terça-feira, do dia-a-dia e da vida toda. Obrigada. Sempre.
À terça das 19h às 20h eu estou comprometida com eles.
Com as minhas meio crianças, meio adolescentes, meio adultos, inteiros amores meus. Todos.
Tão diferentes e tão bonitos e tão meus. Mesmo quando me zango. Ás vezes é preciso, é necessário.
No outro dia o tema foi o compromisso. Cada um falou com o que estava comprometido.
Vólei, ginástica, escola, escuteiros, futsal, terapia...
Perguntei o que implicava cada uma destas actividades.
Eles foram criativos e assertivos e disseram o que implicava ser comprometido....
- Tempo;
- Vida Social;
- Evolução;
- Ensino dos outros;
- Sacrifício em detrimento do conforto;
- Sofrimento;
- Dinheiro;
- Assiduidade;
- Descanso;
- Estudo;
- Aprendizagem;
- Pontualidade;
- Ajuda;
Caso ainda continuem comprometidos, estas podem ser dicas importantes a cultivar, caso faltem.
No fim perguntei-lhes: "Vale apena sermos pessoas comprometidas?"
Foram unânimes em dizer que sim. Acrescentaram: "é quando somos comprometidos que nos superamos e fazemos coisas que nunca tínhamos pensado.
Minhas luzinhas de terça-feira, do dia-a-dia e da vida toda. Obrigada. Sempre.
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
Gosto muito de fazer anos!
Sempre gostei de fazer anos. E acho que vou gostar sempre.
As datas são importantes. Marcam um tempo. Um princípio, um fim, um recomeço, uma paragem.
Fazer anos é celebrar o nosso tempo de vida. Que se espera que seja longo mas que não se sabe se vai ser ou não.
Um dia conto-vos porquê, por hora quero dizer que desde há três anos para cá que costumo começar algo de novo pelo meu aniversário. E,é incrível o que cada coisa que iniciei me trouxe: amigos, experiências, superação, mudança...
No primeiro ano comecei a fazer desporto. Tive o meu primeiro treino acompanhado pelo Gonçalo. Foi ele que me passou este gosto que tenho por treinar e por me superar em cada treino. (Hoje quando levantei a barra com 82Kg no deadlift, lembrei-me tanto de ti)
Através do desporto fiz amigos, tive clientes, perdi peso, superei-me. O desporto não preenche qualquer vazio em mim, inspira-me a ser uma pessoa melhor.
No segundo ano comecei a correr. Este ano já corri mais de 12 km sem parar. Ainda não sou muito rápida, ainda assim a Inês Margarida não me deixa mentir e sabe que não desisto e vou até ao fim, mesmo já tendo sido a última a cortar a meta! O que me trouxeram as corridas? Mais pessoas, mais luz sobre o meu olhar, mais superação e lugares bonitos.
Este ano não sabia o que iniciar tal como não sabia como havia de festejar mais um aniversário!
Pensei em viajar lá fora ou cá dentro e seria dois em um. Nada se proporcionou assim. Parei e
deixei a vida ou melhor os meus amigos fazerem por mim - não é fácil confiar a nossa vida na mão de terceiros e confiar que façam por nós, eu que o diga!!!
E de mãos dadas os festejos e os trilhos (sim, é o que vou iniciar este ano!) surgiram de forma inesperada.
E é assim que quero que seja este 33 e a vida toda que nem um trilho, ou seja, que saiba desfrutar das paisagens e dos lugares bonitos que forem aparecendo, que tenha força para caminhar na aridez do caminho de areia, que saiba parar e retemperar forças quando necessário e nunca perder a rota que me leva ao melhor de mim - o meu destino.
As datas são importantes. Marcam um tempo. Um princípio, um fim, um recomeço, uma paragem.
Fazer anos é celebrar o nosso tempo de vida. Que se espera que seja longo mas que não se sabe se vai ser ou não.
Um dia conto-vos porquê, por hora quero dizer que desde há três anos para cá que costumo começar algo de novo pelo meu aniversário. E,é incrível o que cada coisa que iniciei me trouxe: amigos, experiências, superação, mudança...
No primeiro ano comecei a fazer desporto. Tive o meu primeiro treino acompanhado pelo Gonçalo. Foi ele que me passou este gosto que tenho por treinar e por me superar em cada treino. (Hoje quando levantei a barra com 82Kg no deadlift, lembrei-me tanto de ti)
Através do desporto fiz amigos, tive clientes, perdi peso, superei-me. O desporto não preenche qualquer vazio em mim, inspira-me a ser uma pessoa melhor.
No segundo ano comecei a correr. Este ano já corri mais de 12 km sem parar. Ainda não sou muito rápida, ainda assim a Inês Margarida não me deixa mentir e sabe que não desisto e vou até ao fim, mesmo já tendo sido a última a cortar a meta! O que me trouxeram as corridas? Mais pessoas, mais luz sobre o meu olhar, mais superação e lugares bonitos.
Este ano não sabia o que iniciar tal como não sabia como havia de festejar mais um aniversário!
Pensei em viajar lá fora ou cá dentro e seria dois em um. Nada se proporcionou assim. Parei e
deixei a vida ou melhor os meus amigos fazerem por mim - não é fácil confiar a nossa vida na mão de terceiros e confiar que façam por nós, eu que o diga!!!
E de mãos dadas os festejos e os trilhos (sim, é o que vou iniciar este ano!) surgiram de forma inesperada.
E é assim que quero que seja este 33 e a vida toda que nem um trilho, ou seja, que saiba desfrutar das paisagens e dos lugares bonitos que forem aparecendo, que tenha força para caminhar na aridez do caminho de areia, que saiba parar e retemperar forças quando necessário e nunca perder a rota que me leva ao melhor de mim - o meu destino.
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